terça-feira, 30 de novembro de 2010

Algumas Músicas

John Gorka - The Lockkeeper



http://coverlaydown.com/tunes/lockk.mp3

John Gorka - Northwest Passage



http://jimgottlieb.com/audio/FalconRidge2007/Tell Me A Story/07 John Gorka - Northwest Passage.mp3

John Gorka - I'm From New Jersey



http://blogfiles.wfmu.org/KF/2006/11/jersey/10_-_John_Gorka_-_Im_From_New_Jersey.mp3

John Gorka - Temporary Road



http://www.johngorka.com/audio/TemporaryRoad/mp3/Temporary Road.mp3

Análise do Disco


Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967) represents the highpoint of the recording career of the Beatles. This is a detailed study of this album, and it demonstrates how serious discussion of popular music can be undertaken without failing either the approach or the music. Dr. Moore considers each song individually, tying his analysis to the recorded performance on disk, rather than the printed music. He focuses on the musical quality of the songs and the interpretations offered by a range of commentators. He also describes the context in which the album was written--both within the career of the group itself and within the development of popular music globally, both before and since.

The Beatles: Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
Allan F. Moore

Eliot e o falecimento da cultura literária

T.S. Eliot and the Demise of the Literary Culture
Joseph Epstein
November 2010

Ninguém, escrevendo em inglês, provavelmente estabelecerá uma autoridade reinante sobre poesia, crítica e literatura em geral como fez T. S. Eliot do início da década de 1930 até sua morte em 1965, aos 77 anos de idade. Mal se fala de como a sua carreira nos impressiona hoje, em uma época quando a poesia, pode-se dizer, mesmo para pessoas que gostam de livros, desperta pouco interesse e a crítica literária é principalmente um meio para se chegar à estabilidade acadêmica. A própria cultura literária, triste mas verdade, parece estar lenta mas decisivamente fechando suas portas.

Leia o restante no link acima. Bem escrito e interessante.

Quando a ciência está errada, e por muito tempo

Através da revista eletrônica Edge, Richard H. Thaler (University of Chicago) fez a seguinte pergunta, a ser respondida por seus pares cientistas:

A terra plana e o mundo geocêntrico são exemplos de crenças científicas erradas que foram mantidas por longos períodos. Você pode nomear seu exemplo favorito, e além do mais dizer por que se acreditou que ele fosse verdade?


George Lakoff (Cognitive Scientist and Linguist; Richard and Rhoda Goldman Distinguished Professor of Cognitive Science and Linguistics, UC Berkeley; Author, The Political Mind) respondeu:

Demonstrou-se exaustivamente em ciências cognitivas e cerebrais que a Razão do Iluminismo e a Racionalidade Clássica eram falsas sobre quase tudo. Apesar disso, elas ainda são ensinadas e utilizadas por todo o mundo acadêmico e em círculos de política progressiva. A razão humana real é muito diferente.

Aqui estão as afirmativas da razão do iluminismo, e as realidades:

Afirmativa: O pensamento é consciente. Mas a neurociência mostra que ele é em torno de 98% inconsciente.

Afirmativa: A razão é abstrata e independente do corpo. Entretanto, como pensamos com nossos cérebros e o pensamento está incorporado através do sistema sensório-motor, a razão é totalmente incorporada.

Afirmativa: A razão pode se ajustar ao mundo diretamente. Entretanto, como pensamos com o cérebro que é estruturado pelo corpo, a razão está limitada pelo que o cérebro e o corpo permitem.

Afirmativa: A razão utiliza a lógica formal. Em realidade, a razão se baseia em estruturas e é muito metafórica. As metáforas básicas surgem naturalmente em todo o mundo devido a experiências comuns e à natureza da aprendizagem neural. A literatura sobre cognição incorporada cverificou experimentalmente a realidade do pensamento metafórico. A razão humana real utiliza uma lógica baseada em estruturas e metáforas.

Afirmativa: A emoção se coloca no caminho da razão. Em realidade, a razão verdadeira requer emoção. Pacientes com dano cerebral que não podem sentir emoção não sabem o que querer, já que gostar ou não gostar nada significam para eles, e não podem julgar as emoções dos outros. Como resultado, não podem tomar decisões racionais.

Afirmativa: A razão é universal. De fato, mesmo conservadores e progressistas racionam diferentemente, e há muitas evidências de que a língua materna da pessoa afeta a maneira como ela raciocina.

Afirmativa: A linguagem é neutra, e pode se ajustar ao mundo diretamente. Em verdade, a linguagem é definida em termos de estruturas e metáforas, trabalha através do cérebro e não se ajusta diretamente ao mundo. De fato, muitos dos conceitos nomeados por palavras (por exemplo, liberdade) são essencialmente contestados e têm significados que variam de acordo com os sistemas de valores.

Afirmativa: A matemática existe objetivamente e estrutura o universo. A matemática, de fato, foi criada por matemáticos utilizando seus cérebros humanos, com estruturas e metáforas.

Afirmativa: A razão serve a seu interesse próprio. Isso é parcialmente verdadeiro, é claro, mas em grande parte a razão se baseia em conexões empáticas com os outros, que funcionam através dos sistemas neuronais de nossos cérebros.

Leia o restinho no link acima, e aproveite para ver as respostas de todos os outros participantes (tudo gente fina).

Neuroanatomia do Autismo

Neuroanatomy of autism
David G. Amaral, Cynthia Mills Schumann and Christine Wu Nordahl
Trends in Neurosciences Vol.31 No.3 - Available online 6 February 2008

Abstract. O ASD é um distúrbio heterogêneo do neurodesenvolvimento, comportamentalmente definido, que ocorre em uma em cada 150 crianças. Os indivíduos com autismo têm dédicits de interação social e de comunicação verbal e não-verbal, e têm padrões de comportamento restritos ou estereotipados. Eles também podem ter distúrbios comórbidos, incluindo dano intelectual, convulsões e ansiedade. Estudos post-mortem e de imagem por ressonância magnética estrutural enfatizaram o papel patológico dos lobos frontais, da amigdala e do cerebelo no autismo. Entretanto, não há qualquer patologia clara e consistente que tenha surgido do autismo. Além disso, estudos recentes enfatizam que o decurso do desenvolvimento do cérebro, mais do que o produto final, é o que mais sofre distúrbios no autismo. Nós sugerimos que a heterogeneidade das características centrais e comórbidas prediz um padrão heterogêneo de neuropatologia no autismo. Fenótipos definidos em amostras maiores de crianças e tecido cerebral bem caracterizado serão necessários para um esclarecimento sobre a neuroanatomia do autismo.

Cérebro e Autismo

Describing the Brain in Autism in Five Dimensions - Magnetic Resonance Imaging-Assisted Diagnosis of Autism Spectrum Disorder Using a Multiparameter Classification Approach
Christine Ecker, Andre Marquand, Janaina Mourão-Miranda, Patrick Johnston, Eileen M. Daly, Michael J. Brammer, Stefanos Maltezos, Clodagh M. Murphy, Dene Robertson, Steven C. Williams, and Declan G. M. Murphy 2010

Abstract. O distúrbio do autismo é uma condição neurodesenvolvimental com múltiplas causas, condições comórbidas e amplo espectro no tipo e severidade dos sintomas expressados por diferentes indivíduos. Isto torna a neuroanatomia do autismo inerentemente difícil de descrever. Aqui, nós demonstramos como uma abordagem de classificação multiparamétrica pode ser usada para caracterizar o padrão estrutural complexo e sutil da anatomia da matéria cinzenta implicada em adultos com ASD, e para revelar padrões espacialmente distribuidos de regiões discriminantes para diversos parâmetros que descrevem a anatomia cerebral. Um conjunto de cinco parâmetros morfológicos, incluindo características volumétricas e geométricas em cada localização espacial na superfície cortical foi utilizado para se discriminar entre pessoas com ASD e controles, com o uso de uma abordagem analítica de máquina de vetor de sustentação (support vector machine - SVM) e para encontrar um padrão espacialmente distribuido de regiões com pesos de classificação máxima. Com base nesses padrões, a SVM foi capaz de identificar indivíduos com ASD com sensibilidade e especificidade de até 90% e 80%, respectivamente. Entretanto, a capacidade das características corticais individuais para se discriminar entre grupos foi altamente variável, e os padrões discriminates das regiões variaram ao loongo dos parâmetros. A classificação doi específica para ASD, mais do que para condições de neurodesenvolvimento em geral (por exemplo, ADHD). Nossos resultados confirmam a hipótese de que a neuroanatomia do autismo é verdadeiramente multidimensional, e afeta características corticais múltiplas e bastante provavelmente independentes. Os padrões espaciais usando-se a SVM podem auxiliar ainda mais na exploração das bases genéticas e neuropatológicas específicas do ASD, e fornecer novas visões da etiologia muito provavelmente multifatorial da condição.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Algumas Músicas

Strays Don't Sleep - Martin Luther Ave.



http://hybridrecordings.com/images/projects/straysDontSleep/mp3s/03 Martin Luther Ave.mp3

Tyler Hilton - Rollin Home



http://fishman.com/uploads/artists/sounds/24.mp3

Michelle Featherstone - Looking For Love



http://70.media.v4.skyrock.net/music/701/6e4/7016e48e9044e6f015dd6d885cd07ba7.mp3

The Weepies - Little Bird



http://www.saladdaysmusic.net/MP3's/4-22-2008/Weepies-Little Bird.mp3

The Weepies - Vegas Baby



http://www.theweepies.com/audio/happiness/vegasbaby.mp3

Scorpions - Under The Same Sun



http://www.zarique.com/files/scorpions_under_the_same_sun.mp3

Scott Lake - Under the Same Sky



http://rockstarnot.rekkerd.org/fawm2007/Scott Lake - Under the Same Sky - FAWM 2007 Song 9.mp3

Beethoven - o Concerto para Violino


This is the first individual study of Beethoven's Violin Concerto. It explores the work's background and the influences that combined in its creation, and describes its indifferent initial reception. It considers the numerous textual problems that confront the performer, including discussion of Beethoven's adaptation for piano and orchestra. Following a detailed synopsis of the work itself, a final section reviews the wide variety of cadenzas that have been written to complement the concerto throughout its performance history.

Beethoven: Violin Concerto
Robin Stowell

Consequências da Evolução

The Top Ten Daily Consequences of Having Evolved
From hiccups to wisdom teeth, the evolution of homo sapiens has left behind some glaring, yet innately human, imperfections
By Rob Dunn
Smithsonian.com, November 19, 2010

Artigo da revista do Smithsonian Institute. Vale a pena ler porque:

Estamos carregados com a bagagem acumulada de nossas histórias idiossincráticas. O corpo se constrói sobre uma forma antiga, de partes que um dia executaram coisas bem diferentes. Então, descanse um momento e sente-se sobre seu cóccix, o osso que antigamente era uma cauda. Mexa seus calcanhares, cada um dos quais ligava a perna a uma pata. Não se deleite quanto ao que você é, mas quanto ao que você foi. Afinal, é notável o que a evolução fez com partes e pedaços. Nem somos, de maneira nenhuma, singulares ou únicos. Cada planta, animal ou fungo carrega as consequências do gênio improvisador da vida.

Saiba mais sobre dentes do sizo, soluços, dores nas costas, os intestinos, os engasgos, a obesidade e outras coisinhas que nos afligem por termos evoluido.

Autismo - citoarquitetura radial e conectividade cortical

Radial cytoarchitecture and patterns of cortical connectivity in autism
Manuel Casanova and Juan Trippe
Phil. Trans. Royal Society B 27 May 2009 vol. 364

Abstract. Para explicar o padrão de atividades preservadas e superiores encontrado no distúrbio de espectro do autismo (ASD), surgiu uma hipótese que supõe que existe uma inclinação desenvolvimental para a formação de conexões de curto alcance. Isto resultaria em excessiva atividade e super conectividade no interior de redes locais susceptíveis. Essas redes poderiam se tornar parcialmente isoladas e adquiri novas propiedades funcionais. Por sua vez, isso afetaria a formação de circuitos de longo alance e de sistemas que comandam o controle e a integração top-down. A despeito de muitos indícios emocionantes, os mecanismos que relacionam a patogênese e a função celular alterada à 'desconexão' da atividade integradora e focal ainda permanecem obscuros. Entretanto, recentes estudos post-mortem de cérebros de indivíduos com autismo apresentaram diferenças características na morfometria das minicolunas celulares radiais, o que aumenta a credibilidade da hipótese da conectividade.

Amanhã tem mais sobre Autismo.

domingo, 28 de novembro de 2010

Algumas Músicas

Anders Osborne - Back on Dumaine



http://www.carlsandburgvisits.com/Music/December 2007/04 Back on Dumaine.mp3

Anders Osborne - Summertime In New Orleans



http://www.carlsandburgvisits.com/Music/December 2007/03 Summertime In New Orleans.mp3

The Format - On Your Porch



http://www.thelookback.com/noise/20080822/05 On Your Porch (Acoustic).mp3

Amos Lee - Sweet Pea



http://thefrump.typepad.com/my_weblog/files/07_sweet_pea.mp3

Ray Charles - Sorry Seems To Be The Hardest Word



http://www.johnsalbum.com/LBVISION/audio/sorryseemstobethehardestword.mp3

The Turtles - Happy Together



http://4d.media.v4.skyrock.net/music/4db/b96/4dbb96ccb25f8149f5d00752060aab28.mp3

Nick Drake - Northern Sky



http://moviesofmyself.typepad.com/home/files/10_northern_sky_1.mp3

O Eu Narrativo

CultureLab: Storytelling 2.0: When new narratives meet old brains
New Scientist 16 November 2010
John Bickle and Sean Keating

"Nós somos nossas narrativas" tornou-se um slogan popular. "Nós" se refere aos nossos eus, no sentido da constituição da pessoa em carne e osso. "Narrativas" se refere às histórias que contamos sobre nós mesmos e nossas expedições em ambientes triviais como uma reunião social (cocktail party) ou sérios como discussões íntimas com aqueles que amamos. Nós expressamos algumas delas através da fala. Outras nós dizemos silenciosamente para nós mesmos, naquela voz interior constante. A coleção completa das narrativas internas e externas gera o eu que conhecemos tão bem. Nossos eus narrativos se desenrolam continuamente.

A neuroimagem de última geração e a neuropsicologia cognitiva sustentam a idéia de que nós criamos nosso 'eu' através da narrativa. Baseado em meio século de pesquisas com pacientes de "cérebros divididos" (split-brain), Michael Gazzaniga argumenta que o hemisfério esquerdo do cérebro humano é especializado para o comportamento inteligente e para a formação de hipóteses. Também possui a singular capacidade de interpretar - isto é, narrar - comportamentos e estados emocionais iniciados por qualquer dos dois hemisférios. Não é surpreendente que o hemisfério esquerdo também seja o hemisfério da linguagem, com regiões corticais especializadas em produzir, interpretar e entender a fala. Ele também é o hemisfério que produz as narrativas.

Gazzaniga também acha que esse "intéprete" do hemisfério esquerdo cria uma sensação unificada de um eu singular, pessoal e autobiográfico. "O intérprete sustenta uma narrativa corrente de nossas ações, emoções e de nossos pensamentos e sonhos. O intérprete é o adesivo que mantém nossa história unificada e cria nosso senso de ser um agente coerente e racional. Para nossa bagagem de instintos individuais ele traz teorias sobre nossas vidas. As narrativas do nosso comportamento passado entremeiam-se com nossa percepção e nos fornecem uma autobiografia", escreve ele. As áreas da linguagem do hemisfério estão bem localizadas para a execução dessas tarefas. Elas se valem das informações da memória (circuitos amigdalo-hipocampais, córtices préfrontais dorsolaterais) e de regiões de planejamento (córtices orbitofrontais). Como demonstrou o neurologista Jeffrey Saver, o dano a essas regiões rompe a narração de diversas maneiras, indo da narração sem limites, na qual a pessoa gera narrativas não condicionadas pela realidade, até a denarração, a incapacidade de gerar quaisquer narrativas, externas ou internas.

Como o intérprete de Gazzaniga produz um eu narrativo? Em 2003, um de nós (Bickle) sugeriu que nossa "voz interna" é a chave. A voz interna pode ser produzida pela atividade corrente das regiões da linguagem do hemisfértio esquerdo, tanto quando os produtos dessa atividade são divulgados através da fala externa como quando eles são expressados silenciosamente através da fala interior.

Um estudo convincente utilizou imagens PET para observar o que ocorre no cérebro durante a fala interior. Como esperado, surgiu uma atividade na clássica área de produção de fala, conhecida como área de Broca. Mas a área de Wernicke também estava ativa, a região de compreensão da linguagem, sugerindo que não só as áreas cerebrais de fala produzem a fala interior silenciosa como nossa voz interior é entendida e interpetada pelas áreas de compreensão. O resultado de toda essa atividade, eu sugeri, é o eu narrativo. Desde então, muitos dados mais de neuroimagem sustentaram essa idéia. Sukhwinder Shergill, psiquiatra do King's College London, contribuiu muito com sua investigação das bases neurais dos sintomas de esquizofrenia, incluindo alucinações auditivas. Gerando e monitorando a fala interior de maneiras engenhosas, seus estudos de fMRI mostraram consistentemente atividade nas áreas neurais envolvidas na produção de fala, compreensão e monitoramento interno durante a fala interior silenciosa. Isto se ajusta bem à idéia de Gazzaniga sobre o papel do intérprete do hemisfério esquerdo na criação do eu autobiográfico.

Se nós criamos nossos eus através de narrativas, sejam internas ou externas, elas são tradicionais, com protagonistas e antagonistas e um relacionamento determinado entre narradores, personagens e ouvintes. Elas têm roteiros lineares com um passado fixo, um presente elaborado coerentemente sobre esse passado, e um horizonte de possibilidades projetado coerentemente sobre o futuro. As tecnologias digitais, por outro lado, estão produzindo narrativas que fogem dessa estrutura clássica. Novas interfaces de comunicação abrem espaço para novas interações e construções narrativas. Domínios de multi-uso (MUDs), jogos de RPG online pesadamente multi-usuários (MMORPGs), hipertexto e cibertexto, tudo isso enfraquece a estrutura narrativa tradicional. As narrativas digitais, em seus extremos, são co-criações dos autores, dos usuários e dos meios de comunicação. Múltiplos pontos de entrada em narrativas continuamente em desenvolvimento estão disponíveis, frequentemente para múltiplos co-elaboradores.

Esses recentes desenvolvimentos parecem tornar possíveis narrativas ilimitadas às quais faltam as características que definem as estruturas tradicionais. Que tipos de eus irão gerar as narrativas digitais? Multilineares? Não-fixos? Colaborativos? Será que esses produtos ainda serão os eus que aprendemos a conhecer e amar?

Por mais complicadas que sejam essas implicações, não devemos nos deixar levar. De uma perspectiva literária, a quebra da narrativa digital com a tradição será tão radical que os produtos não vão mais contar como narrativas - e portanto não serão mais capazes de gerar eus narrativos - ou ainda irão incorporar a estrutura narrativa básica, talvez atenuada, e continuar a produzir eus narrativos reconhecíveis.

Considerações psicológicas sustentam essa questão. As narrativas, e os eus que elaboramos através delas, transmitem nossas perspectivas individuais do "eu-no-mundo". Essas perspectivas incluem a compreensão dos indivíduos de como funcionam causa e efeito, e portanto exigem um ordenamento temporal de eventos importantes que possam ser comunicados a outros. Quase sempre transmitimos redes causais que elaboram nossas vidas de modo que se conformem com um dos protótipos narrativos entendidos quase universalmente, seja o amor romântico, a aventura heróica ou uma triste história de desgraça.Narrativas digitais ilimitadas, incontidas pelo ordenamento temporal e causal bem conhecido, parecem psicologicamente implausíveis como fontes de eus comunicativos e duráveis.

Finalmente, há a perspectiva neuroevolutiva. Gazzaniga sugere que o surgimento do intérprete do hemisfério esquerdo do cérebro fornece uma vantagem evolutiva de reforço continuado de uma nova capacidade para a hipotetização ininterrupta sobre possíveis padrões causais, combinada com uma capacidade mais antiga do hemisfério direito para tomar decisões baseadas em probabilidades. Como diz Gazzaniga, "Uma vez que os eventos mutacionais da história da nossa espécie trouxeram o intérprete para a existência, não havia mais maneira de se livrar dele".

As atividades narrativas correntes nas regiões do hemisfério esquerdo de compreensão e produção de fala e de monitoramento durante a fala externa e interna estão conosco permanentemente. Novas narrativas digitais podem fornecer novos inputs para a construção narrativa de nossas regiões cerebrais de linguagem, mas elas por si só provavelmente não podem alterar nossos eus narrativos. É provável, então, que as narrativas digitais - que estão na superfície modificando a face da literatura - serão no final construídas sobre as narrativas que sempre conhecemos.

A neurologia de desenvolvimento do autismo

The Developmental Neurobiology of Autism Spectrum Disorder
Emanuel DiCicco-Bloom, Catherine Lord, Lonnie Zwaigenbaum, Eric Courchesne, Stephen R. Dager, Christoph Schmitz, Robert T. Schultz, Jacqueline Crawley, and Larry J. Young 2006

Abstract. O distúrbio do espectro do autismo (ASD) está entre os mais devastadores distúrbios da infância em termos de prevalência, morbidade, resultado final, impacto sobre a família e custo para a sociedade. De acordo com recentes dados epidemiológicos, ~1 criança em 166 é afetada pelo ASD, um considerável aumento comparado com estimativas compiladas há 15-20 anos. Ainda que tenha sido considerado há algum tempo como uma perturbação emocional resultante de experiências iniciais de ligação, o ASD é hoje reconhecido como um distúrbio de desenvolvimento cerebral pré-natal e pós-natal. Ainda que o ASD seja primariamente um distúrbio genético envolvendo múltiplos genes, a visão de seus mecanismos básicos vai precisar de uma abordagem multidisciplinar. A avaliação dos sinais e sintomas clínicos iniciais e das redes funcionais e estruturais por neuroimagem e pela neuropatologia pode ser usada para identificar as regiões cerebrais básicas, as redes neurais e os sistemas celulares. Por sua vez, os esforços dos geneticistas de humanos e de animais são necessários para se definir vias de sinalização moleculares e proteínicas que mediam o desenvolvimento normal e anormal da linguagem, da interação social e das rotinas cognitivas e motoras. Nesta revisão nós dirigimos nossa atenção para diversas questões: as manifestações iniciais do ASD, as anormalidades registradas do crescimento cerebral, as redes neurais funcionais e a neuropatologia. Também consideramos os possíveis fatores etiológicos e os desafios de criar modelos animais para esse distúrbio comportamental singularmente humano.

Amanhã tem mais artigos sobre Autismo.

Kuhn - Ensaios depois da "Estrutura"


It is possible that no book written in the last 50 years has had an influence as profound and far-reaching as Thomas Kuhn's The Structure of Scientific Revolutions. Kuhn's argument that scientific knowledge does not develop cumulatively, but rather proceeds by a series of "paradigm shifts," captivated not only philosophers of science, but scholars in a wide range of academic disciplines. The Road Since Structure is a follow-up to his landmark work and a look at Kuhn's theory since the book's original publication in 1962. In keeping with Kuhn's wishes (he died in 1996), editors James Conant and John Haugeland organized The Road Since Structure to include 11 philosophical essays written since 1970. In the first part of the book, Kuhn spells out his theory as it developed in the 1980s and 1990s; in the second part, he replies to a number of criticisms and misreadings. The third section is a fascinating interview with Kuhn conducted less than a year before he died. For general interest readers, the lengthy interview--in which Kuhn candidly and engagingly discusses the trials and tribulations of his life and philosophical career--will probably be the most interesting part of the book. For those attuned to Kuhn's controversial work, The Road Since Structure is an indispensable aid for understanding his theory as it developed and for appreciating the full force of his replies to a host of critical objections. As always, Kuhn's clarity and fluid prose render accessible a field fraught with opaque writing.

The Road Since Structure: Philosophical Essays, 1970-1993, with an Autobiographical Interview
Thomas S. Kuhn, James Conant, John Haugeland

sábado, 27 de novembro de 2010

Bob Dylan - covers (3)

Robyn Hitchcock - Visions of Johanna



http://www.he-ey.org/music/jb/Robyn_Hitchcock_Visions_of_Johanna.mp3

Charlotte Gainsbourg & Calexico - Just Like A Woman



http://s3.amazonaws.com/projectionist/just-like-a-woman.mp3

Phoenix - Sad Eyed Lady of The Lowlands



http://files.bleubirdvintage.com/SadEyedLadyOfTheLowlands.mp3

Jack Johnson - I Shall Be Released



http://therslweblog.readyhosting.com/Jack_Johnson_-_I_Shall_Be_Released.mp3

Yoni Wolf - As I Went Out One Morning



http://www.thankscaptainobviousmp3.net/content/As I Went Out One Morning.mp3

Paperboys - All Along The Watchtower



http://www.paperboys.com/audio/THE_PAPERBOYS-All_Along_the.mp3

George Harrison - If Not For You



http://www.bigozine1a.com/TRKS7/GHmakingthings/GHmakingthings205.mp3

Patterns in Child Phonology


An advanced introduction to the acquisition of phonology and the first textbook on normal (non-disordered) phonological acquisition. This book steers readers toward an investigation of the extent to which theories of speech production explains recurring sound patterns in child language and introduces perceptual aspects of acquisition. Patterns in Child Phonology guides the reader in advancing the observational skills of phonological analyses and in asking important questions in the field of phonological acquisition. This student-friendly textbook includes definitions of phonological terms and concepts and covers child phonological patterns, phonological theory, the pre-production stages of phonological acquisition, non-grammatical factors affecting acquisition, and an overview of issues in phonological acquisition. Applicable to students of all disciplines.

Patterns in Child Phonology
Wyn Johnson, Paula Reimers

Elementos do ensino da leitura

Elements in the teaching of reading
Lauren Stephenson & Barbara Harold 2009
Zayed University

Da introdução: A leitura, elemento crítico da alfabetização, é essencial no mundo constantemente mutante de hoje, já que a leitura é fundamental não só para a aprendizagem baeada na escola como também para o bem estar comportamental e psicológico das crianças, e sua educação e treinamento posteriores, seu sucesso ocupacional, sua participação produtiva e satisfatória na atividade econômica e para o futuro social e econômico de um país (National Inquiry into the Teaching of Literacy, 2005). A melhora contínua de tecnologias de base computacional e das comunicações globais significa que a competência em alfabetizações (multiliteracies) complexas é mais do que nunca essencial para o sucesso.

Compreensão e consciência fonológica

Early Training in Oral Comprehension and Phonological Skills: Results of a Three-Year Longitudinal Study
Maryse Bianco; Pascal Bressoux; Anne-Lise Doyen; Eric Lambert; Laurent Lima; Catherine Pellenq; Michel Zorman 2010
To appear in :
Bianco, M., Bressoux, P., Doyen, A.-L., Lambert, E., Lima, L., Pellenq, C., & Zorman M.. Early training in oral comprehension and phonological skills : results of a three-year longitudinal study. Scientific Studies in Reading.

Abstract. Uma amostra de 1.273 crianças de quatro anos de idade foi seguida por três anos. As crianças participaram em um de dois programas de treinamento de compreensão, ou em um programa de treinamento de consciência fonológica. Os programas de compreensão exploraram a possibilidade de melhorar a compreensão oral das crianças pequenas em umm ambiente pedagógico. O primeiro focalizou as habilidades componentes da compreensão; o segundo envolveu a leitura de um livro de histórias. As habilidades de consciência fonológica e compreensão da linguagem oral foram medidas repetidamente no decurso desse estudo. Os dados foram analisados utilizando-se modelos de curvas de crescimento multiníveis. Os resultadfos mostraram que é possível melhorar a compreensão oral se o treinamento focalizar suas ahbilidades componentes e se estender por dois semestres. Quando essas condições foram satisfeitas, os efeitos do treinamento ainda existiam nove meses após o programa ter terminado. Finalmente, o treinamento fonológico melhorou a consciência fonológica mas não a compreensão, e o treinamento da habilidade de compreensão melhorou a compreensão oral mas não a consciência fonológica.

Livro novo de Antonio Damasio


From one of the most significant neuroscientists at work today, a pathbreaking investigation of a question that has confounded philosophers, psychologists, and neuroscientists for centuries: how is consciousness created?



Antonio Damasio has spent the past thirty years studying and writing about how the brain operates, and his work has garnered acclaim for its singular melding of the scientific and the humanistic. In Self Comes to Mind, he goes against the long-standing idea that consciousness is somehow separate from the body, presenting compelling new scientific evidence that consciousness—what we think of as a mind with a self—is to begin with a biological process created by a living organism. Besides the three traditional perspectives used to study the mind (the introspective, the behavioral, and the neurological), Damasio introduces an evolutionary perspective that entails a radical change in the way the history of conscious minds is viewed and told. He also advances a radical hypothesis regarding the origins and varieties of feelings, which is central to his framework for the biological construction of consciousness: feelings are grounded in a near fusion of body and brain networks, and first emerge from the historically old and humble brain stem rather than from the modern cerebral cortex.



Damasio suggests that the brain’s development of a human self becomes a challenge to nature’s indifference and opens the way for the appearance of culture, a radical break in the course of evolution and the source of a new level of life regulation—sociocultural homeostasis. He leaves no doubt that the blueprint for the work-in-progress he calls sociocultural homeostasis is the genetically well-established basic homeostasis, the curator of value that has been present in simple life-forms for billions of years. Self Comes to Mind is a groundbreaking journey into the neurobiological foundations of mind and self.

Self Comes to Mind: Constructing the Conscious Brain

Como ler um poema


Esse livro nos leva a uma visão da poesia que parece interessante. A conferir.

A uniquely comprehensive, step-by-step introduction to poetic form, The Art of Poetry moves progressively from smaller units such as the word, line, and image, to larger features such as verse forms and voice. In fourteen engaging, eloquently written chapters, Wolosky explores in depth how poetry works while offering brilliant readings of some of the finest lyric poetry in the English and American traditions. Both readers new to poetry and poetry veterans will be moved and enlightened as Wolosky interprets works by William Shakespeare, John Donne, William Blake, William Wordsworth, Emily Dickinson, Robert Frost, Sylvia Plath, and others.Featuring a comprehensive bibliography, a glossary of poetic terms, and a new appendix of suggestions for further reading, The Art of Poetry is a rich source of inspiration.

The Art of Poetry: How to Read a Poem
Shira Wolosky

A apresentação musical


This book is a first sketch of what the overall field of performance could look like as a modern scientific field but not its stylistically differentiated practice, pedagogy, and history. Musical performance is the most complex field of music. It comprises the study of a composition’s expression in terms of analysis, emotion, and gesture, and then its transformation into embodied reality, turning formulaic facts into dramatic movements of human cognition. Combining these components in a creative way is a sophisticated mix of knowledge and mastery, which more resembles the cooking of a delicate recipe than a rational procedure.This book is the first one aiming at such comprehensive coverage of the topic, and it does so also as a university text book. We include musicological and philosophical aspects as well as empirical performance research. Presenting analytical tools and case studies turns this project into a demanding enterprise in construction and experimental setups of performances, especially those generated by the music software Rubato.We are happy that this book was written following a course for performance students at the School of Music of the University of Minnesota. Their education should not be restricted to the canonical practice. They must know the rationale for their performance. It is not sufficient to learn performance with the old-fashioned imitation model of the teacher's antetype, this cannot be an exclusive tool since it dramatically lacks the poetical precision asked for by Adorno's and Benjamin's micrologic. Without such alternatives to intuitive imitation, performance risks being disconnected from the audience.

Musical Performance: A Comprehensive Approach: Theory, Analytical Tools, and Case Studies
Guerino Mazzola

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Bob Dylan - covers (2)

Tim O'Brien - Maggie's Farm



http://coverlaydown.com/tunes/magf.mp3

The Byrds - Mr. Tambourine Man



http://prettygoeswithpretty.typepad.com/files/mr.-tambourine-man.mp3

Young Rascals - Like A Rolling Stone



http://www.philxmilstein.com/probe/tracks/LARS/YoungRascals-LARS.mp3

Richie Havens - Tombstone Blues



http://tapera.info/musica/tombstone.mp3

Little Feat ft. Janis Joplin - It Takes A Lot To Laugh, It Takes A Train To Cry



http://www.archive.org/download/LittleFeat2005-08-20.flac16.superlux-V2/lf2005-08-20d2t06_vbr.mp3

Malkmus, Stephen And The Million Dollar Bashers - Ballad Of A Thin Man



http://www.saladdaysmusic.net/MP3's/10-30-2007/Malkmus-05 Ballad Of A Thin Man.mp3

O Cérebro Social

The inevitable social brain
Razib Khan

Um dos debates mais persistentes sobre o processo de evolução é se ela apresenta direcionalidade ou inevitabilidade. Isto não se limita ao contexto biológico. Pensadores marxistas há muito promoveram um modelo de determinismo a longo prazo através do qual os grupos humanos progrediram por meio de uma sequência de modos de produção. Tal suposição não está limtada aos marxistas. William H. McNeill observa a tendência para maior complexidade e robustez em The Human Web, enquanto Ray Huang documenta o mesmo, em menor escala, em China: A Macrohistory. Uma familiaridade superficial com os ciclos dinásticos existentes na história da China Imperial desperta imediatamente a observação de que os interregnos entre os distintos Mandatos Celestes tornaram-se progressivamente menos caóticos e longos. Mas contra essa tendência mais ampla estão posicionados os pequenos ciclos de ascenção, queda e ascenção. Pense na complexidade e nas economias de escala do final do Império Romano, cuja queda em termos materiais está documentada copiosamente em The Fall of Rome: And the End of Civilization. Discute-se se foram necessários oito anos (CLM - o autor, certamente, quer dizer 800 anos) para que a civilização européia se igualasse em vigor e sofisticação ao Império Romano depois de seu colapso enquanto entidade unitária no século 5 (Ainda que alguns afirmem que os europeus só alcançaram a civilização romana no início do período moderno, depois da Renascença).


É natural, sem ser surpreendente, que o mesmo tipo de discussão que ocupou a especialização em história humana seja também endêmica em uma ciência histórica como a biologia evolutiva. Stephen Jay Gould, em famosa citação, afirmou que os resultados evolutivos são altamente contingentes. Richard Dawkins discorda. Aqui está uma passagem de The Ancestor's Tale:

"... Há muito imagino se a ortodoxia dominante da contigência poderia ter ido longe demais. Minha revisão de Full House, de Gould defendeu a noção popular de progresso em evolução: não o progresso na rota da humanidade - Darwin forend! - mas progresso em direções que sejam pelo menos predizíveis o suficiente para justificar a palavra. Como discutirei daqui a pouco, o desenvolvimento cumulativo de adaptações complexas sugere fortemente uma versão de progresso - especialmente quando ligado na imaginação aos maravilhosos produtos da evolução convergente".



Não deixe de ler o restante, pois fica ainda melhor.


Veja também, sobre o mesmo assunto:
Socialising led to bigger brains in some mammals
Acerca do trabalho de Dr Susanne Shultz e do Professor Robin Dunbar, do Oxford University’s Institute of Cognitive and Evolutionary Anthropology (ICEA).

Em outro contexto:

Social Cognition and the Evolution of Language: Constructing Cognitive Phylogenies
W. Tecumseh Fitch, Ludwig Huber, and Thomas Bugnyar
Neuron 65, March 25, 2010

Os fragmentos cósmicos de Heráclito


Finalmente surge na Internet o livraço de Kirk sobre os fragmentos de Heráclito.
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This work provides a text and an extended study of those fragments of Heraclitus' philosophical utterances whose subject is the world as a whole rather than man and his part in it. Professor Kirk discusses fully the fragments which he finds genuine and treats in passing others that were generally accepted as genuine but here considered paraphrased or spurious. In securing his text, Professor Kirk has taken into account all the ancient testimonies, and in his critical work he attached particular importance to the context in which each fragment is set. To each he gives a selective apparatus, a literal translation and and an extended commentary in which problems of textual and philosophical criticism are discussed. Ancient accounts of Heraclitus were inadequate and misleading, and as Kirk wrote, understanding was often hindered by excessive dogmatism and a selective use of the fragments. Professor Kirk's method is critical and objective, and his 1954 work marks a significant advance in the study of Presocratic thought.

Heraclitus: The Cosmic Fragments
G. S. Kirk

Psiquiatria Biológica


Biological psychiatry has dominated psychiatric thinking for the past 40 years, but the knowledge base of the discipline has increased substantially more recently, particularly with advances in genetics and neuroimaging. The third edition of Biological Psychiatry has been thoroughly updated taking into account these developments. As in the earlier editions of the book, there are comprehensive reviews and explanations of the latest advances in neurochemistry, neuroanatomy, genetics and brain imaging— descriptions not only of methodologies but also of the application of these in clinical settings. It is within this context that there is a considerable emphasis in the book on brain–behaviour relationships both within and without the clinical setting.

This edition has been enhanced by the inclusion of new chapters, one on anxiety and another on motivation and the addictions. The chapter that relates to treatments has been extended to include the latest information on brain stimulation techniques. The overall book is well illustrated in order to help with an understanding of the text.For the third edition, Professor Michael Trimble has been joined by Professor Mark George as co-author. These are two of the world's leading biological psychiatrists who both have considerable clinical as well as research experience which they have brought to the book. Unlike multiauthored texts, it has a continuity running through it which aids understanding and prevents repetition.

This book is strongly recommended for all practising psychiatrists and trainees wishing for an up-to-date, authoritative, easy to digest and acessible review of the latest advances and conceptualizations in the field. It will also appeal to neurologists interested in neuropsychiatry and biological psychiatry or the psychiatric aspects of neurological disorders, as well as other practising clinicians (psychologists, social workers, nurses) in the mental health field.

Biological Psychiatry
Michael R. Trimble & Mark S. George

Desconstruindo a Mente


Não conheço esse livro, mas as mal-traçadas da editoria (abaixo) indicam que deve ser interessante.
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This is an important new book. Belying his title, Stich deconstructs the deconstruction, minutely examining the case for eliminative materialism and finding it feeble. However, his positive project is not to vindicate the mind. Rather, it is to explore anew the relations between folk theories, reference, existence, and the justification of existence claims. Stich's discussion of these matters is very rich; it includes, among many other things, the best investigation I know of the reasons why some theoretical entities are reduced under theory replacement while others are eliminated.

Deconstructing the Mind
Stephen P. Stich

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Bob Dylan covers (1)

The Beatniks of Babylon - Blowing in The Wind



http://thebigparade.net/mpegs/breakaway/blowing_in_the_wind.mp3

Jimmy LaFave - Girl from the North Country



http://coverlaydown.com/tunes/girlfro.mp3

Andy Pratt - Masters of War



http://492cafe.org/audio/music/pratt.andy/audio/MastersOfWar.mp3

David Gray - To Ramona



http://fuelfriendsmp3.com/listenup/Ramona/02 To Ramona (Bob Dylan).mp3

The Byrds - Chimes of Freedom



http://www.joshhikes.com/shakir/Byrds - Chimes Of Freedom.mp3

Lucy Kaplansky - It Ain't Me , Babe



http://coverlaydown.com/tunes/iamb.mp3

The Phonics Handbook


The aim of this book is to teach children to read and write through an early systematic phonics programme. This means that the children are taught the main 42 sounds of English, not just the alphabet sounds. With this knowledge they are taken through stages of blending sounds to form words and then to reading. At the same time they are taught to write by identifying the sounds in words and relating the letters to those sounds. This handbook provides a programme for the first year of learning to read and write, the first 8-9 weeks of which should be spent learning the letter sounds. That is one letter sound a day. It is multi-sensory, active and particularly suitable for young children. Step-by-step guidance is given for the teacher, with photocopiable worksheets for the children. The structured approach is suited to a whole school, whole class approach, but it also works well with individual children. A timetable of the initial 9/10 week programme is on the facing page.
The teaching has been divided into the following 5 basic skills, each of which has its own chapter: learning the letter sounds; learning letter formation; blending - for reading; identifying the sounds in words - for writing; and tricky words - irregular words. Although the teaching has been separated into these basic skills, it is important to realize that they are all taught at the same time. The key advantages of this system are that it teaches children all the main letter sounds early on and to relate the sounds to the symbols and so understand the alphabetic code used for reading and writing.
The Phonics Handbook is a comprehensive resource for teaching reading and writingThe Phonics Handbook enables reading to be taught in a simple and straightforward way through an understanding of the 42 main sounds of English. Extensive photocopiable material is provided so that a full programme is available from the book. The children can be taken through the stages of recognising the sounds of English, blending sounds to form words, to identifying the sounds in words (phonological awareness) so they can become good spellers. The author writes from considerable experience and there is a wealth of practical hints.
The pages in the book have been made slightly wider than A4, so that copies can be made without showing the binding.In this third edition The Phonics Handbook follows the series of skills that are the basis of the Jolly Phonics programme. Tricky Words are included specifically, along with the alternative ways of spelling the vowels.

The Phonics Handbook: A Handbook for Teaching Reading, Writing and Spelling
Sue Lloyd
Jolly Learning Ltd 2000 PDF 218 pages 22 MB http://www.filesonic.com/file/35001469/JollyPhonicsHandBook_LA.rar

Redes Linguísticas - Estrutura, Função e Evolução

Language Networks: Their Structure, Function, and Evolution
Ricard V. Solé, Bernat Corominas-Murtra, Sergi Valverde & Luc Steels
Wiley Periodicals, Inc. Complexity 15: 20--26, 2010

Abstract. A linguagem humana é a principal inovação evolutiva que torna os humanos diferentes de outras espécies. Ainda assim, o tecido da linguagem é um emaranhado e todos os níveis de descrição (da semântica à sintaxe) envolvem múltiplas camadas de complexidade. Trabalhos recentes indicam que os traços globais apresentados por tais níveis podem ser analisados em termos de redes de palavras conectadas. Aqui, nós revisamos a última conquista relativa a redes linguísticas e sua relevância potencial para a ciência cognitiva. O surgimento da sintaxe através da aquisição da linguagem é usado como estudo de caso para ilustrar como a abordagem pode esclarecer questões relevantes concernetes à organização da linguagem e sua evolução.

Bão... O artigo é bem melhor do que deixa entrever esse abstract.

Muitos artigos de interesse

Não deixe de dar uma olhada nesse site. Parece que o acesso gratuito deve terminar em mais ou menos um mês e pouco, não tenho certeza.

WIREs - Wiley Interdisciplinary Reviews

De qualquer modo, veja só uma amostra do que temos lá:

Language evolution as cultural evolution: how language is shaped by the brain
Opinion
Nick Chater, Morten H. Christiansen
Published Online: Tue May 11 00:00:00 EDT 2010

Comparative cultural cognition
Overview
Elizabeth E. Price, Christine A. Caldwell, Andrew Whiten
Published Online: Thu Dec 17 00:00:00 EST 2009

Recursion: what is it, who has it, and how did it evolve?
Opinion
Frederick L. Coolidge, Karenleigh A. Overmann, Thomas Wynn
Published Online: Thu Nov 18 00:00:00 EST 2010

Parsing
Overview
Matthew J. Traxler
Published Online: Wed Oct 27 00:00:00 EDT 2010

Statistical methods in language processing
Advanced Review
Steven Abney
Published Online: Wed Sep 22 00:00:00 EDT 2010

Speech perception and production
Overview
Elizabeth D. Casserly, David B. Pisoni
Published Online: Tue Jul 27 00:00:00 EDT 2010

Linguistic relativity
Advanced Review
Phillip Wolff, Kevin J. Holmes
Published Online: Wed Oct 27 00:00:00 EDT 2010

E muitos outros.

Física Quântica


Parece que esse livro pode, finalmente, lançar uma luz sobre os detalhes da física quântica.

With contributions by many of today's leading quantum physicists, philosophers and historians, including three Nobel laureates, this comprehensive A to Z of quantum physics provides a lucid understanding of the key concepts of quantum theory and experiment. It covers technical and interpretational aspects alike, and includes both traditional topics and newer areas such as quantum information and its relatives. The central concepts that have shaped contemporary understanding of the quantum world are clearly defined, with illustrations where helpful, and discussed at a level suitable for undergraduate and graduate students of physics, history of science, and philosophy of physics. All articles share three main aims: (1) to provide a clear definition and understanding of the term concerned; (2) where possible, to trace the historical origins of the concept; and (3) to provide a small but optimal selection of references to the most relevant literature, including pertinent historical studies. Also discussed are the often contentious philosophical implications derived from quantum theory and its associated experimental findings.This compendium will be an indispensable resource for all those seeking concise up-to-date information about the many facets of quantum physics.

O livro é organizado por tópicos. Veja partes do índice:

Einstein Locality . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 182
Electron Interferometry .. . . . . . . . . . . . . . . . . 188
Electrons . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .195
Ensembles in Quantum Mechanics . . . . . . . . . 199
Entanglement . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 201
Entanglement Purification and Distillation.. . . 202
Entropy of Entanglement . . . . . . . . . . . . . . . . . 205

Quantum Chaos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 514
Quantum Chemistry. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 518
Quantum Chromodynamics (QCD) . . . . . . . . . 524
Quantum Communication . . . . . . . . . . . . . . . . .527
Quantum Computation.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 533
Quantum Electrodynamics (QED) . . . . . . . . . . 539
Quantum Entropy . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 543
Quantum Eraser . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .546
Quantum Field Theory . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 549

Rutherford Atom . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 671
Scattering Experiments . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 676
Schrödinger Equation . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 681
Schrödinger’s Cat . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 685
Schrödinger Picture . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .689

Compendium of Quantum Physics: Concepts, Experiments, History and Philosophy
Daniel Greenberger, Klaus Hentschel & Friedel Weinert
(edits)

Springer 2009 904 pages PDF 26,3 MB
http://www.filesonic.com/file/35069411/3540706224PhysicsCompendium.rar ou http://uploading.com/files/7d172bm1/3540706224PhysicsCompendium.rar/

A obra de Bach para órgão

A obra de Bach para órgão é figura fácil na Internet: há gravações de Karl Richter, Helmut Walcha, Gustav Leonhardt, Michel Chapuis, Kevin Bowyer, Simon Preston, Ton Koopman e dezenas de outros. Estou oferecendo Kibbie por suas credenciais e pela facilidade de download. Você vai em "Click Catalog for a list of all works" e é só escolher.

Mas ouça James Kibbie.

James Kibbie is Professor of Organ at the University of Michigan. He also maintains a full schedule of concert, recording, and festival engagements throughout North America and Europe, including appearances at the Cathedral of Notre Dame in Paris, Royal Festival Hall in London, Dvorak Hall in Prague, and Lincoln Center in New York. During his month-long concert tour of the Soviet Union in 1991, Pravda hailed him as "a marvelous organist, a brilliant interpreter." A frequent jury member of international organ competitions, he has himself been awarded the Grand Prix d'Interprétation at the prestigious International Organ Competition of Chartres, France, and is also the only American to have won the International Organ Competition of the Prague Spring Festival in Czechoslovakia.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Algumas Músicas

Cara Dillon - The Lonesome Scenes of Winter



http://music2.xialala.com/wawa/04winters/Cara_Dillon-Lonesome_Scenes_of_Winter.mp3

Cara Dillon - Bonny Bonny



http://mzxx.luohuedu.net/photo/26/flash/file/2007-5/20075121358181324341957.mp3

Cara Dillon - Craigie Hill



http://www.nnsheying.com/files/bg.mp3

Cara Dillon - Lark in the Clear Air



http://free.9hy.com/attachment/Cara_Dillon-Lark_in_the_clear_air.mp3

Cara Dillon & Sam Lakeman - Wait



http://coverlaydown.com/tunes/wait.mp3

Aculturação Musical

Enculturation of Music: Does Age or Complexity Matter?
Posted by Laura Spencer in November 23, 2010

A aculturação é o processo através do qual uma pessoa obtém uma compreensão específica cultural de alguma coisa que é percebida. Morrison e seus colegas de pesquisa se dispuseram a explorar o papel da cultura e seu efeito sobre a memória para música sob diferentes condições de complexidade para dois grupos etários diferentes. Esse estudo trata especificamente a aculturaçãomusical. A aculturação musical é a formação de esquemas musicais, ou mecanismos através dos quais uma pessoa interpreta a música que é percebida. Muitos antropólogos e especialistas em músicas investigaram o efeito da cultura sobre a compreensão da música. Esses pesquisadores tinham como objetivo extender os achados de um estudo prévio de Demorest, Morrison, Beken, & Jungbluth (2008), que investigaram os efeitos da cultura musical familiar e não familiar sobre a memória musical de ouvintes treinados e não treinados. Os estudos descobriram diferenças entre participantes ocidentais e não ocidentais quanto a aspectos da música como percepção melódica e reação emocional. Um desafio para esse tipo de pesquisa está em definir o que é compreensão musical, assim como qual é o juízo (sobre o assunto) que está correto. Estudos demonstraram que os participantes se dão melhor em tarefas que sejam predizíveis e lógicas para eles. Com base nesses achados, poderíamos esperar ver padrões específicos culturais em reação a música que seja predizível e lógica.

A postagem acima, do blog Cognition and the Arts, é bem interessante. Leia o restante no endereço do link. O artigo que originou o comentário foi:

Morrison, S., Demorest, S., & Stambaugh, L. (2008). Enculturation Effects in Music Cognition: The Role of Age and Music Complexity Journal of Research in Music Education, 56 (2), 118-129 DOI: 10.1177/0022429408322854

Leia também:

Music, language and cognition: unresolved issues
E. Glenn Schellenberg and Isabelle Peretz 2007

Music perception, pitch, and the auditory system
Josh H McDermott and Andrew J Oxenham 2008

Effects of asymmetric cultural experiences on the auditory pathway: evidence from music
Patrick C.M. Wong, Tyler K. Perrachione, Elizabeth Hellmuth Margulis 2009

Using Music to Tap Into a Universal Neural Grammar
Daniel G. Mauro 2005

Current Advances in the Cognitive Neuroscience of Music
Daniel J. Levitin and Anna K. Tirovolas 2009

Muitas idéias boas:
Language and Music as Cognitive Systems
Conference Booklet
Centre for Music & Science
Research Centre for English & Applied Linguistics
University of Cambridge
May 11-13, 2007

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Algumas Músicas

Will Stratton - Sunol



http://www.stevenscharf.com/usr_images/sounds/willstratton/Sunol.mp3

Will Stratton - I'd hate to leave



http://catbirdseat.org/catbirdseat/aug06/willstratton-hatetoleave.mp3

Will Stratton - So Ashamed



http://www.stevenscharf.com/usr_images/sounds/willstratton/SoAshamed.mp3

Will Stratton - Your California Sky



http://www.stunningmodelsondisplay.com/downloads/will_music/your_california_sky.mp3

Will Stratton - Night Will Come



http://slowcoustic.com/wp-content/uploads/2009/03/night-will-come-demo-version.mp3

Mutações espontâneas e retardo mental

Spontaneous mutations important cause of mental retardation
November 21, 2010

PhysOrg. Novas pesquisas feitas por cientistas holandeses afiliados ao Radboud University Nijmegen Medical Centre demonstram que mutações espontâneas são uma causa importante do retardo mental. A maior parte dos retardos mentais é causada por mutações espontâneas no esperma paterno ou nas células do óvulo materno, dizem os cientistas.

Com essa conclusão, os pesquisadores não só resolveram um importante paradoxo como também causaram uma pequena revolução no mundo da genética médica. Eles apresentam seu trabalho no journal Nature Genetics.

O retardo mental é um severo distúrbio que afeta aproximadamente dois por cento da população em geral. Nos últimos anos, diversos genes foram identificados como causas desse distúrbio, mas eles só explicaram um número limitado de casos. A principal causa genética, chamada de 'herdabilidade perdida', ainda aguarda ser descoberta. Mas o que é a herdabilidade perdida para o retardo mental?

Pesquisadores afiliados ao Radboud University Nijmegen Medical Centre, sob a supervisão de Joris Veltman e Han Brunner, mostram em seu artigo da Nature Genetics que mutações geradas de maneira nova (de novo, em latim) explicam grande parte do retardo mental. Como tal, o retardo mental não é transmitido de uma geração para a próxima, mas ocorre através de modificações genéticas que surgem espontaneamente no óvulo ou nas células do esperma dos pais. A criança tem um defeito em um dos genes, que ainda demonstra função normal em ambos os pais.

Os pesquisadores leram o código genético de todos os 20.000 genes de 10 pacientes com retardo mental. Uma análise similar foi feita em seus pais saudáveis. Comparando os códigos genéticos obtidos, as diferenças genéticas entre os pais e a criança puderam ser precisamente determinadas.

Para nove entre dez crianças, os pesquisadores de fato encontraram tais modificações, cada vez em um gene diferente. Para três crianças, a modificação identificada era irrelevante com relação ao distúrbio. Entretanto, ainda mais importante: para as seis crianças remnescentes, eles encontraram duas modificações que são definitivamente relevantes para seu distúrbio, e as quatro outras modificações muito provavelmente estão relacionadas a seu distúrbio. Diz o geneticista Joris Veltman: "Aparentemente, o retardo mental observado em seis dessas dez crianças pode ser explicado por uma nova modificação genética, uma mutação de novo. Isso é mais do que a metade dos retardos mentais até aqui inexplicados".

No mundo da genética médica, o retardo mental reflete um intrigante paradoxo. Os indivíduos com retardo mental raramente têm filhos; assim, eles não passam sua condição para uma próxima geração. Entretanto, a frequência do retardo mental na população em geral é equilibrada e permanece por volta de dois por cento. Como isso é possível? Então, qual é a causa do retardo mental? Esta questão nunca foi respondida satisfatoriamente.

Veltman e Brunner oferecem agora uma surpreendente solução para esse paradoxo. A maioria dos retardos mentais ocorreu aleatoriamente: através de novas mutações no código genético das crianças. Espera-se que 1.000 dos 20.000 genes podem causar retardo mental. Quando uma mutação de novo alcança um desses genes, isto resultará em retardo mental.
Os pais de crianças com retardo mental frequentemente querem entender a causa desse retardo, mas também querem avaliar o risco de recorrência para uma gravidez futura. Diz o geneticista clínico Han Brunner: "Em mais de metade dos casos nós não podíamos responder essa pergunta, já que não conhecíamos a causa. Com essa abordgem, agora é possível elucidar até 60 por cento de todas as causas correntemente não resolvidas. Além disso, agora podemos determinar o risco de recorrência para aquelas famílias nas quais uma mutação de novo causou o retardo mental. O risco será apenas marginalmente aumentado em comparação com a população em geral. Para muitos pais, esta é uma mensagem confortadora, que pode ter algum papel em seu processo de decisão com relação a novos filhos".

Em média, uma nova mutação aparecerá durante o processo que copia todos os genes dos pais para seu filho. Com 1.000 de todos os 20.000 genes desempenhando um papel no retardo mental, a probabilidade ter um filho com retardo mental é relativamente grande. Um cenário similar é provavelmente real para outras doenças nas quais um grande número de genes desempenham um papel, como a esquizofrenia e o autismo. O conceito das mutações de novo poderia ser igualmente importante para essas doenças.

Estas descobertas podem causar uma pequena revolução na pesquisa genética, uma mudança de paradigma. Diz Veltman: "Até agora, pensava-se que o retardo mental fosse causado por uma interação de múltiplos genes. Descrevemos isso como genética complexa. De fato, na população em geral o retardo mental pode ser causado por mil genes, mas em nível indivídual cada caso - como descobrimos - é causado por uma mutação em um só gene. Essa mutação gerada de novo pode ser prontamente identificada lendo-se o código genético dos pais e da criança, porque existe apenas um fator de distinção, que é a mutação causativa. Isto abre uma nova oportunidade para se ver a doença, o diagnóstico, a terapia e a prevenção".

Esta pesquisa só foi possível hoje graças a recentes desenvolvimentos tecnológicos. Diz Brunner: "No início desse ano, o departamento de genética humana investiu pesadamente em equipamento de sequenciamento de última geração. Esta máquina não lê o código genético de um único gene, ms permite a leitura de todos os 20.000 genes em um só experimento. Esta enorme aceleração da análise do genoma, que é chamada de 'Sequenciamento de Nova Geração", causou uma revolução na genética. Com isso, a genômica pessoal vai se tornar possível, tanto pelo aspecto financeiro como pelo tempo necessário para se completar um experimento assim. Nossa pesquisa é um belo exemplo disso".

Provided by UMC St Radboud

Organização estrutural e funcional da sinapse


The synapse is a fascinating structure for many reasons. Biologically, it is an exquisitelyorganized subcellular compartment that has a remarkable capacity for fidelity and endurance. Computationally, synapses play a central role in signal transmission and processing that represent evolution’s solution to learning and memory. Nervous systems, including our own brains, possess an extraordinary capacity for adaptation and memory because the synapse, not the neuron, constitutes the basic unit for information storage.This book grew out of a symposium and a research seminar at the University of Iowa that were sponsored, in large part, by the generous support of the Obermann Center for Advanced Studies. Obermann Seminars are specifically designed to gather international scholars and produce interdisciplinary research publications.

Structural and Functional Organization of the Synapse
Springer 2008 807 pages PDF 14,7 mb
http://depositfiles.com/files/t60xhqfjw ou
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Leia também:

Guidance Molecules in Synapse Formation and Plasticity
Kang Shen and Christopher W. Cowan
Cold Spring Harb Perspect Biol 2010;2:a001842 originally published online March 10, 2010

Molecular mechanisms of synaptic specificity
Milica A. Margeta & Kang Shen
Molecular and Cellular Neuroscience 43 (2010) 261–267

How Neurons Communicate
Explicação gráfica do mecanismo sináptico - curtinha mas interessante
http://www.cs.stir.ac.uk/courses/CSC9YF/lectures/bpg/BNN-2-neurons2.pdf

Molecular Determinants Of Synaptic Transmission
60 páginas

Neuronal Avalanches
Ethan W. Brown
Physics 563 Term Essay, Nigel Goldenfeld, Spring 2010

Common Mechanisms of Synaptic Plasticity in Vertebrates and Invertebrates
David L. Glanzman
Current Biology 20, R31–R36, January 12, 2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Algumas Músicas

Steve Earle & Allison Moorer - Days aren't Long Enough



http://www.atomsribs.com/daysarentlongenough.mp3

Steve Earle - Poncho and Lefty



http://www.songsillinois.net/music/Poncho_And_Lefty.mp3

Steve Earle - To Live is to Fly



http://www.magnetmagazine.com/audio/ToLiveIsToFly.mp3

Steve Earle - Goodbye



http://www.afreeman.org/podpress_trac/web/4270/0/SteveEarle_Goodbye.mp3

Steve Earle - Billy Austin



http://cowsarejustfood.files.wordpress.com/2009/03/steve-earle-billy-austin.mp3

Steve Earle - Someday



http://66.media.v4.skyrock.net/music/668/442/6684428d8be92e8ba249089b88658b3f.mp3

Novo método tomográfico revela detalhes extraordinários das conexões cerebrais

New imaging method reveals stunning details of brain connections
November 17, 2010

(Veja a figura - muito boa - no site original)

PhysOrg. Pesquisadores da Stanford University School of Medicine, aplicando um sistema tomográfico de última geração a amostras de tecido cerebral de ratos foram capazes de localizar e contar rapida e precisamente miríades de conexões entre as células nervosas com detalhes sem precedentes, assim como capturar e catalogar a surpeendente variedade dessas conexões.

Um cérebro humano típico saudável contém por volta de 200 bilhões de células nervosas, ou neurônios, ligados uns aos outros através de centenas de trilhões de minúsculos contatos chamados de sinapses. É nessas sinapses que um impulso elétrico correndo ao longo de um neurônio é transmitido para outro, ampliando ou diminuindo a probabilidade de que o segundo neurônio irá disparar um impulso de sua iniciativa. Um neurônio pode fazer dezenas de milhares de contatos sinápticos com outros neurônios, disse Stephen Smith, Ph.D., professor de fisiologia molecular e celular e autor senior de um trabalho que descreve o estudo, a ser publicado em 18 de novembro na revista Neuron.

Como as sinapses são tão diminutas e agregadas estreitamente, tem sido difícil manipular os complexos circuitos neuronais que fazem nosso pensamento, sentimento e ativação do movimento. Mas o novo método pode colocar o mapeamento dessas conexões ao alcance dos cientistas. Ele funciona combinando fotografia de alta resolução com moléculas fluorescentes especializadas que se ligam a diferentes proteínas e brilham em diferentes cores. Um poder computacional maciço captura essas informações e as converte em imagens.

Examinada bem de perto, uma sinapse - que tem menos de um milésimo de centímetro de diâmetro - é uma interface especializada que consiste das bordas de dois neurônios, separadas por um espaço diminuto. Os elementos químicos borrifados para fora da borda de um neurônio se difundem ao longo desse espaço, ativando uma atividade elétrica no próximo (neurônio), transmitindo desse modo um sinal nervoso. Há talvez dúzias de tipos de sinapses, categorizadas de acordo com o tipo de elementos químicos empregados nelas. Tipos sinápticos diferentes diferem correspondentemente nas proteínas locais de um neurônio de fronteira ou do outro, que estão associados com o acondicionamento, a secreção e a tomada de diferentes elementos químicos.

O número de sinapses no cérebro varia ao longo do tempo. Períodos de proliferação maciça no desenvolvimento fetal, na infância e na adolescência dão lugar a explosões igualmente maciças de 'desbastamento', durante o qual sinapses subutilizadas são eliminadas e eventualmente a um declínio contínuo e gradual com o passar dos anos. O número e a potência dessas conexões sinápticas em diversos circuitos também flutuam com os ciclos de alerta e sono, e também na aprendizagem. Muitos distúrbios neurovegetativos são marcados por uma depleção pronunciada de tipos específicos de sinapses em regiões chaves do cérebro.

Em particular, o córtex cerebral - uma fina camada de tecido sobre a superfície do cérebro - é um emaranhado de neurônios que se ramificam prolificamente. "Em um ser humano, há mais de 125 trilhões de sinapses apenas no córtex cerebral", disse Smith. Isso é igual ao número de estrelas em 1.500 Vias Lácteas, notou ele.

Mas tentar mapear os complexos circuitos do córtex cerebral tem sido muito difícil até agora, disse Smith. "Temos feito suposições". As sinapses cerebrais são tão estreitamente agregadas que não podem ser reveladas confiavelmente nem mesmo pelos melhores microscópios tradicionais de luz, disse ele. "Agora nós podemos realmente contá-las, e junto com isso podemos catalogar cada uma delas de acordo com seu tipo".

A tomografia por formação (array tomography), um método de imagem co-inventado por Smith e Kristina Micheva, Ph.D., que é cientista senior do laboratório de Smith, foi utilizada no estudo da seguinte maneira: uma amostra de tecido - nesse caso, do córtex cerebral de um rato - foi cuidadosamente fatiada em seções de 70 nanômetros (a distância ocupada por 700 átomos de hidrogênio teoricamente alinhados lado a lado). Essas seções ultrafinas foram tingidas com anticorpos projetados para uma combinação com 17 tipos diferentes de proteínas associadas a sinapses, e depois foram modificadas através da conjugação com moléculas que respondem à luz brilhando em diferentes cores.

Os anticorpos foram aplicados em grupos de três às seções cerebrais. Após cada aplicação, grandes números de fotografias de extrema alta-resolução foram geradas automaticamente para registrar os locais das diferentes cores fluorescentes associadas aos anticorpos de diferentes proteínas sinápticas. Os anticorpos foram então enxaguados (e retirados) e o procedimento repetido para o próximo conjunto de três anticorpos, e assim por diante. Cada sinapse individual, desse modo, adquiriu sua própria 'assinatura' de composição proteínica, permitindo a compilação de um catálogo de alta definição dos diversos tipos sinápticos do cérebro.

Todas as informações capturadas nas fotos foram registradas e processadas por um novo software de computador, cuja maior parte foi projetada pelo coautor do estudo, Brad Busse, um estudante de graduação do laboratório de Smith. Ele virtualmente costurou as fatias da seção original em uma imagem tridimensional que pode ser girada, penetrada e navegada pelos pesquisadores.

A equipe de Stanford utilizou amostras do cérebro de um rato que tinha sido modificado através da bioengenharia de modo que neurônios particularmente grandes que abundam no córtex cerebral expressassem uma proteína fluorescente, normalmente encontrada em águas-vivas, que brilha em verde-amarelado. Isso lhes permitiu visualizar as sinapses contra o fundo dos neurônios que eles ligaram.

Os pesquisadores puderam 'viajar' através do mosaico em 3-D resultante e observar as diferentes cores correspondentes a diferentes tipos sinápticos, assim como um viajante pode transitar pelo espaço sideral e notar os diferentes matizes das estrelas que pontilham a escuridão infinita. Esse software também criou um filme.

Esse nível de visualização detalhada nunca tinha sido alcançado antes, disse Smith. "Todo o contexto anatômico das sinapses ficou preservado. Você sabe direitinho onde está cada uma, e de que tipo ela é", disse ele.

Observada dessa maneira, a complexidade generalizada do cérebro é quase inacreditável, disse Smith. "Uma sinapse, em si mesma, é mais parecida com um microprocessador - com armazenamento de memória e elementos de processamento de informações - do que com um interruptor para ligar e desligar. Um único cérebro humano tem mais interruptores do que todos os computadores, roteadores e conexões da Internet da Terra", disse ele.

No decurso desse estudo, cujo objetivo primário era demonstrar a aplicação da nova técnica à neurociência, Smith e olegas descobriram distinções novas e delicadas dentro de uma classe de sinapses que anteriormente eram consideradas idênticas. Sua equpe está agora focalizando o uso da array tomography para despertar mais distinções desse tipo, o que iria acelerar o progresso dos neurocientistas, por exemplo, na identificação de quantos de quais subtipos são ganhos ou perdidos durante o processo de aprendizagem, após uma experiência como dor traumática ou em distúrbios neurovegetativos como Alzheimer. Com apoio do National Institutes of Health, o laboratório de Smith está utilizando a array tomography para examinar amostras de tecido de cérebros de Alzheimer obtidos em Stanford e na University of Pennsylvania.

"Prevejo que dentro de alguns anos a array tomography se tornará uma técnica de patologia clínica dominante, e uma ferramenta para a pesquisa de drogas", disse Smith. Ele e Micheva estão fundando uma compania que no momento está reunindo fundos de investidores para outros trabalhos ao lngo dessa linha. O Office of Technology Licensing de Stanford obteve uma patente nos Estados Unidos e deu entrada em outra.

Provided by Stanford University Medical Center