sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Algumas Músicas - Boduf Songs

Boduf Songs - Vapour Steals the Glow



http://alphafemalebravo.fawx.org/09 Vapour Steals the Glow.mp3

Boduf Songs - Pitiful Shadow Engulfed in Darkness



http://thedecibeltolls.com/mp3/Boduf_Songs_-_Pitiful_Shadow_Engulfed_in_Darkness.mp3

Boduf Songs - Left Behind Like A Piece Of Shit



http://www.undomondo.com/alarm/boduf_songs--left_behind_like_a_piece_of_shit.mp3

Cérebro e Mente

O problema da consolidação epistemológica desses dois constructos (ou configurações, como nos permite o OED) vem perturbando a humanidade há séculos. Para uma visão breve e tão boa como qualquer outra do que Aristóteles achava, veja Was Aristotle really a Functionalist?, de Christopher D. Green. Apenas depois de Descartes é que a disparidade entre res cogitans (a mente) e res extensa (o cérebro) ficou mais pregnante, mais 'visível' filosoficamente.

Uma sinopse histórica da questão pode ser lida na Wikipedia para se obter uma visão geral do assunto. Se v. estiver à toa e de bom humor, leia também na Wiki sobre o 'problema quântico mente-corpo' (Aqui. Uma questão irresolvida sendo examinada com instrumentos de uma disciplina que ninguém entende. Como disse o grande físico e Prêmio Nobel Richard Feynman, "I think I can safely say that nobody understands Quantum Mechanics").

Neste mês de dezembro, dois autores trataram desse conhecido problema no New York Times (links abaixo). Tyler Burge (Distinguished Professor of Philosophy at University of California, Los Angeles - U.C.L.A) começa reclamando: "As neuroabobrinhas despertam interesse em ciência, mas toldam a visão de como a ciência funciona. Indivíduos vêem, conhecem e querem fazer amor. Cérebros não. Essas coisas são psicológicas - e não, de qualquer ponto de vista evidente - neurais. A atividade cerebral é necessária para os fenômenos psicológicos, mas sua relação com eles é complexa". A bibliografia de seu artigo (yes; hoje em dia, artigo de divulgação científica tem bibliografia) nos traz The Seductive Allure of Neuroscience Explanations, de Deena Skolnick Weisberg, Frank C. Keil, Joshua Goodstein, Elizabeth Rawson e Jeremy R. Gray, em cujo abstract pode-se ler: "Explicações de fenômenos psicológicos parecem gerar um interesse público maior quando contêm informações neurocientíficas. Mesmo informações irrelevantes de neurociência em uma explicação de um fenômeno psicológico podem interferir com a capacidade das pessoas de avaliar criticamente a lógica básica dessa explicação".

O artigo de Andy Clark (professor of logic and metaphysics in the School of Philosophy, Psychology, and Language Sciences at Edinburgh University, Scotland) - sem bibliografia - vai por outra estrada: os dispositivos gerados pela cultura e pela tecnologia em todos os níveis e searas desatrelam nossas mentes de nossos cérebros, como que tornando secundária a grande questão ancestral que estamos abordando. Por exemplo, diz ele:

"Esse tipo de idéia está agora sendo explorado por uma onda de cientistas e filósofos que trabalham em áreas conhecidas como 'cognição materializada' e 'mente extendida'. Unindo esses campos está a idéia de que a evolução e a aprendizagem não dão pelota para quais recursos serão usados para se resolver um problema. Não há mais razões, da perspectiva da razão ou da aprendizagem, para favorecer uma estratégia cognitiva unicamente cerebral do que para favorecer o uso de engenhosas (mas bagunçadas, complexas e de difícil compreensão) combinações de cérebro, corpo e mundo. Os cérebros desempenham o papel principal, é claro. Eles são uma área de grande plasticidade e poder de processamento, e serão a chave para quase toda e qualquer forma de sucesso cognitivo. Mas pense nos diversos recursos cujos piques de atividade relacionada a tarefas ocorrem em outros locais, não apenas nos movimentos físicos de nossas mãos e braços enquanto estamos raciocinando, ou nos músculos de uma dançarina ou de uma estrela dos esportes, mas até mesmo exteriormente ao nosso corpo biológico - nos iPhones, Blackberrys, laptops e agendas que transformam e ampliam o alcance o alcance do simples processamento biológico de tantas maneiras. ... (Eles) podem ser vistos, como eu e outros já argumentamos, como elementos bio-externos de um processo cognitivo extendido: um processo que hoje atravessa as fronteiras convencionais da pele e do crânio".

A Real Science of Mind
By Tyler Burge

December 19, 2010, 5:18 pm
http://opinionator.blogs.nytimes.com/2010/12/19/a-real-science-of-mind/?emc=eta1

Out of Our Brains
By Andy Clark

December 12, 2010, 3:47 pm
http://opinionator.blogs.nytimes.com/2010/12/12/out-of-our-brains/

Para sistematizar, aqui está uma apresentação das diversas abordagens existentes:

Em princípio, apenas algumas posições principais podem ser distinguidas no debate mente-cérebro:
i) O cérebro controla/produz a mente (materialismo, fisicalismo, epifenomenalismo, superveniência; por exemplo, Churchland, 1981, 1984; Kim, 2002). Esse conceito tem crescente influência atualmente, sendo o preferido pela maioria dos neurocientistas.
ii) A mente controla/influencia o cérebro (mentalismo, idealismo). Esta posição, bastante tradicional, é apoiada pela experiência comum de que posso mover minha mão se esta for minha intenção. Os idealistas filosóficos tradicionais acham que o mundo, e também o cérebro, são resultado da ação de uma entidade mental distinta. É difícil combinar essa posição com observações da ciência natural.
iii) A mente e o cérebro interagem e influenciam-se mutuamente (dualismo; por exemplo, Popper and Eccles, 1977; Libet, 2005). Esta posição é bastante comum, tendo dificuldades de explicar a causação descendente (downward causation) (Walter and Heckmann, 2003). Em psicologia e psiquiatria científicas, o dualismo interativo teve ampla aceitação; atualmente, apenas o dualismo de aspecto ou o dualismo de propriedade são propostos com base na diferença entre os métodos de estudo do cérebro.
iv) A mente é o cérebro e o cérebro é a mente (conceito de identidade, materialismo, monismo; Churchland, 1981; Davidson, 1970). Devido a razões lógicas, esse conceito foi o preferido no debate profissional desde as atividades do Círculo de Viena (Stadler, 2001). Os termos psicológicos devem ser eliminados e substituidos por termos neurológicos (Carnap, 1928, 1932). Entretanto, essa posição também apresenta dificuldades lógicas.
v) O cérebro é o órgão da pessoa, do sujeito (fenomenologia; McGinn, 1989). No conceito tradicional da fenomenologia, o sujeito que experimenta é o quadro de referência, sendo o cérebro apenas um órgão do todo.
Philosophical Aspects of Neuropsychiatry, por Felix Tretter, aqui:

Systems Biology in Psychiatric Research: From High-Throughput Data to Mathematical Modeling
Edited by F. Tretter, P.J. Gebicke-Haerter, E.R. Mendoza, and G. Winterer

Wiley 2010 378 pages PDF 4.5MB
http://www.megaupload.com/?d=ZTRQULX0 ou
http://depositfiles.com/files/s5u1gbsgm
(Tive alguma dificuldade com o Megaupload e acabei conseguindo fazer o download com o Depositfiles)

Lembrei-me de um trecho do livro Entre o Tempo e a Eternidade, de Ilya Prigogine e Isabelle Stengers, que pode nos orientar parcialmente nesse ponto - p. 146):

"Havíamos dito na introdução deste livro: nosso trabalho é ao mesmo tempo de abertura e de continuidade. Abertura para uma nova coerência da física, continuidade que nos permite compreender os êxitos das teorias passadas, mas também sua contingência. Essa contingência situa-nos na história humana - a história que levou a privilegiar a estabilidade previsível dos movimentos planetários em detrimento do caráter caótico do lance de dados, por exemplo -, mas também na história do Universo. Evidentemente, em nenhum dos dois casos contingência quer dizer arbitrariedade".

Nós, que vivemos quotidianamente a contingência das teorias que pretendem solucionar a questão mente-cérebro (ou mind-body) sem chegar a um resultado satisfatório, temos que aguardar pacientemente o desenrolar da história humana no devir do Universo.


Veja também os abstracts de alguns artigos que tratam do assunto e suas diversas correlações.

Mapear a geografia cortical da cognição humana com técnicas de neuroimagem funcional como PET ou fMRI é uma empreitada emocionante mas perigosa. É emocionante porque... É perigosa porque, entretanto, o mapeamento cerebral da cognição humana tem poucos fatos para guiar a formação de hipóteses ou a interpretação de ativações. Esta escassez de conhecimentos pode ser comparada com o elegante mapeamento funcional dos estágios iniciais da visão humana.
(The role of left prefrontal cortex in language and memory - John D. E. Gabrieli, Russell A. Poldrack, and John E. Desmond).

Tentei fazer uma revisão abrangente dos achados psicológicos e neurocientíficos relevantes para o problema da mente com relação ao cérebro e ao comportamento. As seguintes conclusões são sugeridas: (a) as discussões correntes sobre a mente quase sempre fazem suposições implícitas derivadas das teorias de Aristóteles e Descartes, enquanto ignoram evidências científicas mais recentes; (b) estudos psicológicos indicam que os humanos estão diretamente cônscios do mundo externo e de seus corpos, mas de pouca coisa além disso. A suposição cartesiana de que temos acesso direto aos nossos pensamentos parece ser um erro; (c) não há critérios objetivos claros para se avaliar a existência de uma consciência subjetiva nos outros. Este problema é particularmente agudo no caso de animais não humanos e de humanos com função cerebral danificada; (d) a teoria de que as subdivisões convencionais da mente, como emoção ou cognição, refletem subdivisões naturais da função cerebral é em sua maior parte falsa; e (e) o principal desafio científico enfrentado pela neurociência não é explicar a mente, mas obter compreensão sobre como a atividade neural gera comportamento.
(Brain, Behavior, and Mind: What do we Know and What can we Know? - C. H. Vanderwolf)

Novas técnicas de imagem em neurociência cognitiva produziram um dilúvio de informações que correlacionam fenômenos cognitivos e neurais. Ainda assim, nossa compreensão sobre a interrelação entre cérebro e mente continua dificultada pela falta de uma linguagem teórica para expressar as funções cognitivas em termos neurais. Nós propomos uma abordagem para se entender as leis operacionais da cognição com base em princípios de dinâmica de coordenação que se derivam de um modelo teórico simples e experimentalmente verificado. Quando aplicados às propriedades dinâmicas das áreas corticais e sua coordenação, esses princípios sustentam um mecanismo de circunscrição adaptativa de padrão inter-áreas (adaptive inter-area pattern constraint) que postulamos estar na base das operações cognitivas em geral.
(Cortical coordination dynamics and cognition - Steven L. Bressler and J.A. Scott Kelso)

Desde o último ancestral comum compartilhado por humanos, chimpanzés e bonobos, a linhagem que leva ao Homo sapiens passou por substancial modificação quanto a tamanho e organização do cérebro. Como resultado, os humanos modernos apresentam notáveis diferenças no domínio da cognição e da expressão linguística com relação aos macacos existentes. Neste artigo nós revisamos as modificações evolutivas que ocorreram na descendência do Homo sapiens através da reconstrução dos traços neurais e cognitivos que teriam caracterizado o último ancestral comum e da comparação destes com a condição humana moderna. Pode-se reconfigurar o último ancestral comum como tendo tido um cérebro de aproximadamente 300-400 g que apresentava diversas especializações filogenéticas singulares de desenvolvimento, organização anatômica e função bioquímica. Estes substratos neuroanatômicos contribuiram para o incremento da flexibilidade comportamental e da cognição social. Tendo esta história evolutiva como precursora, a mente humana moderna pode ser concebida como um mosaico de traços herdados a partir de uma ancestralidade comum com nossos parentes próximos, juntamente com a adição de especializações evolutivas em domínios particulares. Estas adaptações cognitivas e linguísticas humano-específicas modernas parecem estar correlacionadas com um aumento do neocórtex e de estruturas relacionadas. Acompanhando essa expansão neocortical geral, certas áreas corticais unimodais e multimodais de ordem superior cresceram desmedidamente com relação a áreas corticais primárias. Também foram identificadas modificações anatômicas e moleculares que poderiam estar relacionadas à maior demanda metabólica e plasticidade sináptica incrementada dos cérebros humanos modernos. Finalmente, a trajetória de crescimento cerebral singular dos humanos modernos fez uma importante contribuição para as habilidades cognitivas e linguísticas de nossa espécie.
(A natural history of the human mind: tracing evolutionary changes in brain and cognition - Chet C. Sherwood, Francys Subiaul & Tadeusz W. Zawidzki)

Este estudo descreve uma nova teoria da consciência baseada em trabalhos anteriores de C.D. Broad, H.H. Price, Andrei Linde e outros. Esta hipótese afirma que o Universo consiste de três entidades fundamentais - espaço-tempo, matéria e consciência, cada uma delas com seus próprios graus de liberdade. O estudo presta particular atenção a três áreas que atingem esta teoria: (1) a demonstração pela neurociência e pela psicofísica de que não percebemos o mundo como ele realmente é, mas sim como o cérebro o computa da maneira como mais provavelmente ele deve ser; (2) a necessidade de traçar uma linha entre o espaço-tempo fenomênico e o espaço-tempo físico. Teorias físicas recentes que sugerem que o Universo tem mais do que três dimensões espaciais são relevantes aqui; (3) o papel da consciência no Universo em bloco descrito pela Relatividade Especial. A integração desses tópicos sugere uma nova teoria da natureza da consciência.
(Space, Time and Consciousness - John Smythies)

Abstract. Nos últimos anos, cientistas e especialistas de diversas disciplinas vêm fazendo esforços conjugados para responder uma antiga pergunta, a saber: Como exatamente os processos físicos do cérebro causam a consciência? O que se deve distinguir sobre a maneira como os cientistas e especialistas modernos estão abordando essa questão é que eles a tratam como um problema científico, mas do que metafísico. Esta transição reflete o clima de expectativa na ciência cognitiva moderna quanto à iminência de uma solução empírica para um problema filosófico que anteriormente era considerado insolúvel. Ainda assim, uma recente revisão acadêmica de publicações dos principais pesquisadores da área como Francis Crick, Daniel Dennett, Gerald Edelman, Roger Penrose e Israel Rosenfield concluiu que nenhum deles conseguiu fornecer uma resposta satisfatória para a questão (Searle 1995a). Este estudo (Solms') faz uma contribuição psicanalítica para esse esforço interdisciplinar e dá uma resposta alternativa para a questão com base na conceitualização de Freud sobre o problema da consciência. O estudo toma um exemplo concreto da revisão de Searle, faz sua reanálise com base no quadro de referência da metapsicologia de Freud e demonstra que esse quadro fornece uma solução radical para o problema. As implicações do trabalho de Freud não tinham sido reconhecidas até aqui, e portanto não tinham recebido a atenção merecida.
(What Is Consciousness? - Mark Solms)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

To Love Somebody

Ray LaMontagne and Damien Rice - To Love Somebody



http://www.fuelfriendsmp3.com/listenup/To Love Somebody (Bee Gees cover - l.mp3

Jimmy Somerville - To Love Somebody



http://generationmagique.free.fr/music/Jimmy_Somerville-To_Love_Somebody.mp3

Janis Joplin - To love somebody



http://www.yourbbsucks.com/forum/tolovesomebody.mp3


PI - To Love Somebody



http://www.musisi.com/multimedia/mp3/veri_analisis_to_love_somebody.mp3

Deixa ver se eu entendi...

Estou escrevendo um artiguinho sobre a questão cérebro-mente, e deparei-me com esse trabalho de Vandervert, que resolvi não incluir porque não fumo essas coisas que deixam as pessoas muito doidas. Meu artigo será postado amanhã.

Teoria do Caos e a Evolução da Consciência e da Mente: Uma Solução Termodinâmica-Holográfica para o Problema Mente-Corpo
Larry R. Vandervert
New Ideas in Psychology Vol. 13, No. 2, p. 107-127, 1995

Abstract. Este artigo descreve, com referência ao Positivismo Neurológico (NP), a evolução energética da consciência, da mente, e a relação cérebro-mente em um modelo que integra idéias e pesquisas sobre a teoria do Caos, a teoria cerebral holonômica de Pribram, a teoria evolutiva e as leis da termodinâmica (as leis da energia). Descreve-se a evolução energética e a encapsulação da consciência do espaço-tempo a partir de meios ambientes caóticos-holográficos. A consciência é descrita como o gabarito (template) natural, evolutivo e espaço-temporal de padrões (algoritmos) de energia auto-referencial continuamente gerados. A evolução energética da mente é descrita como uma exteriorização auto-referencial natural da organização algorítmica da consciência sob a forma de modelos mentais culturalmente compartilhados. Propõe-se que a relação de energia (entre) cérebro e mente historicamente passou e vem passando por modificações, sendo estas uma seta termodinâmica natural que constitui a evolução da cultura. Isto é, a evolução da cultura prossegue na direção de exteriorizações progressivamente mais completas e eficientes da organização algorítmica do cérebro - daí, por exemplo, a recente evolução de sistemas computacionais parecidos com o cérebro e de sistemas de realidade virtual. De acordo com isso, descreve-se uma identidade irregular mas conclusiva de estado-energético-central (auto-similaridade) entre cérebro e mente. Conclui-se que a concepção do NP da mente nos ajuda a entender o desenrolar evolutivo da cultura e nos fornece um sentido de direção quanto ao seu futuro.

Música e Probabilidade


In Music and Probability, David Temperley explores issues in music perception and cognition from a probabilistic perspective. The application of probabilistic ideas to music has been pursued only sporadically over the past four decades, but the time is ripe, Temperley argues, for a reconsideration of how probabilities shape music perception and even music itself. Recent advances in the application of probability theory to other domains of cognitive modeling, coupled with new evidence and theoretical insights about the working of the musical mind, have laid the groundwork for more fruitful investigations. Temperley proposes computational models for two basic cognitive processes, the perception of key and the perception of meter, using techniques of Bayesian probabilistic modeling. Drawing on his own research and surveying recent work by others, Temperley explores a range of further issues in music and probability, including transcription, phrase perception, pattern perception, harmony, improvisation, and musical styles.Music and Probability--the first full-length book to explore the application of probabilistic techniques to musical issues--includes a concise survey of probability theory, with simple examples and a discussion of its application in other domains. Temperley relies most heavily on a Bayesian approach, which not only allows him to model the perception of meter and tonality but also sheds light on such perceptual processes as error detection, expectation, and pitch identification. Bayesian techniques also provide insights into such subtle and advanced issues as musical ambiguity, tension, and "grammaticality," and lead to interesting and novel predictions about compositional practice and differences between musical styles.

Music and Probability
David Temperley
The MIT Press 2007 PDF 256 pages 2.9 MB
http://www.filesonic.com/file/48552189

Dinâmica Cerebral - Modelos e Simulações


Brain Dynamics serves to introduce graduate students and nonspecialists from various backgrounds to the field of mathematical and computational neurosciences. Some of the advanced chapters will also be of interest to the specialists. The book approaches the subject through pulse-coupled neural networks, with at their core the lighthouse and integrate-and-fire models, which allow for the highly flexible modelling of realistic synaptic activity, synchronization and spatio-temporal pattern formation. Topics also include pulse-averaged equations and their application to movement coordination. The book closes with a short analysis of models versus the real neurophysiological system.
The second edition has been thoroughly updated and augmented by two extensive chapters that discuss the interplay between pattern recognition and synchronization. Further, to enhance the usefulness as textbook and for self-study, the detailed solutions for all 34 exercises throughout the text have been added.

Brain Dynamics: An Introduction to Models and Simulations
Hermann Haken
Springer 2008 347 pages PDF 2.9 MB
http://www.filesonic.com/file/48227945/3540752366.pdf

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

(Músicas e) Flores do homem que matou seu primo

Flowers From The Man Who Shot Your Cousin - Waiting Around To Die



http://sound.hinah.com/hinahgift025/2-flowers_from_the_man-waiting_around_to_die.mp3

Flowers From the Man Who Shot Your Cousin - Sweet Wife



http://slowcoustic.com/wp-content/uploads/2008/09/sweet-wife.mp3

Flowers from the Man Who Shot Your Cousin - Wild Geese



http://egyszarvu.hu/audio/Flowers-Wildgeese.mp3

Flowers From The Man Who Shot Your Cousin - No Home



http://sound.hinah.com/hinahgift025/1-flowers_from_the_man-no_home.mp3

Brahms, by Mullova


Brahms - Complete Violin Sonatas - Viktoria Mullova 1997
APE IMAGE + CUE + LOG 270 MB

Viktoria Mullova - violin
Piotr Anderszewski - piano

Tracks:
1. Sonata No. 1 in G, Op. 78: Vivace Ma Non Troppo
2. Sonata No. 1 in G, Op. 78: Adagio
3. Sonata No. 1 in G, Op. 78: Allegro Molto Moderato
4. Sonata No. 2 in A, Op.100: Allegro Amabile
5. Sonata No. 2 in A, Op.100: Andante Tranquillo - Vivace - Andante - Vivace Di Piu - Andante - Vivace
6. Sonata No. 2 in A, Op.100: Allegretto Grazioso (Quasi Andante)
7. Sonata No. 3 in d, Op.108: Allegro
8. Sonata No. 3 in d, Op.108: Adagio
9. Sonata No. 3 in d, Op.108: Un Poco Presto E Con Sentimento
10. Sonata No. 3 in d, Op.108: Presto Agitato

http://www.fileserve.com/file/3wc8Dc3


Para fazer download desse disco e depois convertê-lo para MP3 v. pode utilizar o Free MP3/WMA/OGG Converter 7.1.2 (encontrado no Baixaki, em http://www.baixaki.com.br/download/free-mp3-wma-ogg-converter.htm), que funciona muito bem (eu uso bastante, e usei nesse CD). Sendo de uma simplicidade total, esse é o aplicativo mais indicado para arquivos APE. É claro que v. pode ter o aplicativo VLC Media Player e ouvir sua gravação original, sem converter. Mas aí já é outra história: v. faz o download e ativa o VLC (também gravado no Baixaki - em http://www.baixaki.com.br/download/vlc-media-player.htm). Mais fácil do que andar a pé. A partir de agora vou postar alguma coisa em APE, pois é muito utilizado em música clássica (ou erudita, ou lá o que se desejar). BTW, o VLC é um excelente aplicativo para assistir vídeos de toda sorte, especialmente aqueles pirataços que v. nem faz idéia de onde vieram.

Um disquinho


Ana Popovic - Blind For Love (2009)
mp3 CBR 320 kbps 104 MB
Modern Electric Blues, Blues-Rock, Soul-Blues

If you're not a blues purist, you'll love the fiery, passionate playing and singing of Serbian blues-rock guitarist, vocalist, and songwriter Ana Popovic. Thanks to her father, the Belgrade-raised Popovic was introduced to the blues at an early age, through his wide-ranging record collection and jam sessions hosted at the Popovic home. Born on May 13, 1976, Popovic took up guitar when she was a teenager and formed her first band, Hush, in 1995. Within a year, with the collapse of Communism in Eastern Europe, she was playing blues festivals in Greece and Hungary and working as an opening act for American blues masters, including Junior Wells.
***
Popovic recorded her debut album with Hush in 1999, when she also moved to the Netherlands to study jazz guitar and world and pop music at the Conservatory of Music. She had the chance to see blues guitarist Bernard Allison at a club in Germany. He asked her to come on-stage and jam at the end of the show. While Allison invited Popovic to join him on a tour, she had to get back to the Jazz Academy in Holland. Allison asked for a copy of Popovic's record with Hush, and he sent it on to executives at Ruf Records in Germany, who were impressed with Popovic's powerful guitar playing and singing. Ruf contacted her to be part of their Jimi Hendrix tribute compilation, and then signed her to a recording deal of her own.
***
Several months after this, she was on her way to Memphis to record Hush! The album was well received by blues radio programmers and the non-blues purist segments of the American, European, and Canadian blues festival circuits. In the spring of 2001, she performed at the Memphis in May Festival alongside Bob Dylan, the Black Crowes, and Ike Turner. Within five years of leaving Serbia, Popovic, now in her late twenties, had the chance to perform at many of the major European blues festivals, including Peer, Bishopstock, and Notodden. Along the way she's sat in with the likes of Allison, Michael Hill, and Kenny Neal.
***
Popovic has two albums out on the New Jersey-based Ruf Records America label, Hush!, released in 2000, and Comfort to the Soul, her 2003 release. Jim Gaines and David Z., who have worked with other blues-rockers, including Stevie Ray Vaughan, Santana, and Jonny Lang, had roles in recording and mixing both albums. Five of Popovic's sparkling originals shine on Comfort to the Soul, including her homage to the tragic life of jazz bassist Jaco Pastorius, inspired by a book she read, as well as the album's opening track, "Don't Bear Down on Me (I'm Here to Steal the Show)." She also provides inspired, inventive covers of Howlin' Wolf's "Sitting on Top of the World" and Steely Dan's "Night by Night."
***
Popovic guests on Hill's 2003 two-disc Electric Storyland live album. In 2003, Popovic was nominated for a W.C. Handy Blues Award for Best New Artist of the Year and was the first European artist to perform at the Handy Awards. Two years later, Popovic released her first live effort, Ana! Live in Amsterdam. AMG
***
Tracks:
01. Nothing Personal
02. Wrong Woman
03. Steal Me Away
04. Blind For Love
05. More Real
06. Putting Out The APB
07. Get Back Home To You
08. The Only Reason
09. Part of Me (Lullaby for Luuk)
10. Lives That Don't Exist
11. Need Your Love

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Quatro Músicas

Edwina Hayes - Feels Like Home



http://www.visuallydeelicious.com/showit/091909_ramstine_w/music.mp3

Kathryn Williams & Neill MacColl - Innocent When You Dream



http://coverlaydown.com/tunes/inndream.mp3

Last Of The Blacksmiths - Giving Up



http://www.thebaybridged.com/wp-content/uploads/2009/06/05-giving-up.mp3

Kaiser Cartel - Nobody Home



http://www.kaisercartel.com/mp3/Dead on the Lawn.mp3

UK Folk


Andy M. Stewart, Phil Cunningham and Manus Lunny - Fire In The Glen (1986)
MP3 CBR 320Kbps / 97 Mb 9 tracks Covers
Celtic / Scottish Folk / Irish Folk RAR 3% Rec. Time: 39:02

This album features Stewart along with Phil Cunningham and Manus Lunny. It's a fine piece of work. ~ Steve Winick, AllMusicThis is folk music that is deeply rooted in Scottish culture. It's like nothing I had ever heard before. This isn't bagpiples and drums. These are songs about love, war, and loss. These are songs that range from ballads about the struggle for independence to laments for lost love. There are songs in both Gaelic and English. ~ Richard Gavin, Amazon

Tracklist:
01 - Treorachadh,I Mourn For the Highlands
02 - The Gold Claddagh Ring
03 - Fire In the Glen
04 - The Spare Shillin',The Viszla's Rambles,The Lying Dew
05 - Níl Sí I Ngrá (She's Not in Love)
06 - Watkins' Wee Red Whiskers,All Hail To MeVagissey,The Girls At Martinfield
07 - Young Jimmy In Flanders
08 - Brighidin Ban Mo Store
09 - Ferry Me Over
Credits:
Andy M. Stewart: lead vocals, tenor banjo
Phil Cunningham: accordion, synthesizers, acoustic piano, whistles, backing vocals
Mánus Lunny: acoustic guitar, bouzouki, lead vocal (Track 5), backing vocals
Charlie McKerron: Fiddle

The Main Street Gospel - 1970's Sound


Main Street Gospel - Love Will Have Her Revenge (2010)
mp3 CBR 320 kbps 141 MB
Alternative/Indie Rock, Alternative Country Rock

"Love Will Have Her Revenge is timeless in the sense that it smears the line between mid-70s dirtbag-rawk (with its folk and country influences) and modern revivalism...Stylized but honest, the Main Street Gospel is preaching rock as religion; come on down and get saved." – Sound Fix"This dirty-jeaned trio evoke the endless sunsets of ’70s TV ads, middle-American road trips and melancholic blues blaring from AM radios...A soundscape of dreamy guitar and raw grooves evoking a face-splitting smile, tears of gratitude, and a heart full of hope and loss. One of the truly great discoveries in recent memory." – Music Australia Guide
"...A soft pummeling of big, earthy jams, which lumber past the point of lethargy and into a blissful heady crawl...A low-key, sub-stoner, Sunday record that rewards in repeated listens and stops time when looking for the infinite mellow." – The Agit Reader"...A many-tentacled, freak-folk miracle of an album. From the folkies to the hippies, the professors to the potheads, “Love Will Have Her Revenge” is, literally, for everyone." – Metro Spirit
"Lodged somewhere between the bluesy scuzz of the Black Keys and the haunted highway ramblings of Neil Young, "I Won't Be Stayin'" is one of those rare cuts that sounds both oddly familiar and intriguingly fresh. ‘Love Will Have Her Revenge,’ a wonderful album which touches upon everything from Byrds-y country rock to Spiritualized-type psychedelic mantras, will drop June 29." – SHOCKHOUND
“The Main Street Gospel dispense rather delicious morsels of cool 70s rock-channeling goodness on this, their debut LP …High on the agenda is a hip mix of country-folk, hard rock and psych rock smarts.” – Power Of Pop
“Straightforward rock and pop melodies get filtered through a psychedelic gauze, with spaced-out guitars and vocals that sound piped in from the subconscious…To my ears 'Love Will Have Her Revenge' sounds timeless.” – Michael Toland / Sleazegrinder

The Main Street Gospel is a Columbus, Ohio trio who mix psych-infused classic rock with dusty country vibes and dirt-stained blues. The band was born in 2005, when Barry Dean, former tambourine shaker for The Brian Jonestown Massacre, began writing songs with longtime friend Ryan "Tito" Ida. Adam Scoppa joined the band on drums the following year. The Main Street Gospel's debut album Love Will Have Her Revenge is 11 tracks of cool, driving rock n' roll and is sure to please bluesy alternative country, classic rock and psych fans.

Like seventy or so other people, Barry Dean, singer/guitarist for The Main Street Gospel, did a stint in The Brian Jonestown Massacre before moving to Columbus, Ohio. The experience must not have left him too scarred, as he played in the short-lived, brilliant-for-a-minute Bravado soon after his arrival, before forming The Main Street Gospel with bassist Tito Ida and, eventually, drummer Adam Scoppa. The trio has spent the last five years fashioning a blend of Stones, Nuggets, and VU cut from a cloth similar to that of the BJM, culminating with Love Will Have Her Revenge, the band’s debut album. Though cumulatively the record exhibits the Gospel’s penchant for lysergic riffing on a theme, there’s enough track-to-track variation to keep this trip from becoming redundant. Between the lovesick dirge of the title track and the feedback-fed catharsis of the closing “Sweet Summer Rain” are points of interest like the thick stoudt of “I Won’t Be Stayin’,” which is more reminiscent of Teepee’s stoner staples than the rest of the record, and the evincing jingle-jangle of “Losing Sleep.” However, it’s on longer cuts like “Ready to Shine” that Dean and his mates hit gold, finding the perfect assemblance of repetition and noise.
Tracks
1 Love Will Have Her Revenge
2 I Won't Be Stayin'
3 Fools Gold
4 Getting Through
5 Ready To Shine
6 Truly (Hymn)
7 She's A Disease
8 Losing Sleep
9 Give Your Love Away
10 Lay It On The Line

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Duas Músicas - A Singer of Songs

Fico devendo mais essa ao excelente Slowcustic

A Singer of Songs - Pretty Lies



http://slowcoustic.com/wp-content/uploads/2010/01/Pretty-Lies.mp3

A Singer of Songs - Joy of a Solitary Man


http://slowcoustic.com/wp-content/uploads/2008/09/joy-of-a-solitary-man.mp3

Um presente de Natal pros leitores do CLM


Foi assim que sensi05 chamou sua postagem no Musical Coma: My Christmas gift for you. Trata-se do discaço triplo "A discovery of folk music from dark Britannica. ‘John Barleycorn Reborn’ explores seasonal birth, death and rebirth on this double CD. Our cycle begins at Lammas 2007 (1st August), a day traditionally known for ‘the first fruits of the harvest’". AQUI. Não deixe de ler as notas da postagem, que continuam aqui: elas são uma verdadeira aula sobre o folk inglês dos últimos seis séculos.

Tracklist:
Part 1: Birth
01. The Horses Of The Gods – John Barleycorn
02. The Owl Service – North Country Maid
03. The Story – The Wicker Man
04. Damh The Bard – Spirit Of Albion
05. Mary Jane – Twa Corbies
06. Andrew King – Dives And Lazarus
07. The Triple Tree – Three Crowns
08. Sol Invictus – To Kill All Kings
09. Sieben – Ogham On The Hill (Remix)
10. Sharron Kraus – Horn Dance
11. Charlotte Greig And Johan Asherton – Lay The Bent To The Bonny Broom
12. Pumajaw – The Burning Of Auchindoun
13. Peter Ulrich – The Scryer & The Shewstone
14. Alphane Moon – Where The Hazel Grows
15. English Heretic – Hippomania
16. Far Black Furlong – Icy Solstice Eye

Part 2: Death
01. The Anvil – John Barleycorn Must Die
02. Tinkerscuss – To Make You Stay
03. The Straw Bear Band -Trial By Bread & Butter
04. Electronic Voice Phenomena – The Sorrow Of Rimmon
05. The Purple Minds Of Lazeron – Dragonfly
06. Sand Snowman – Stained Glass Morning
07. The A Lords – Summerhouse
08. The Kitchen Cynics – The Guidman’s Ground
09. Quickthorn – PewPew
10. Clive Powell – Reed Sodger
11. Venereum Arvum – Child 102 Willie And Earl Richard’s Daughter
12. Drohne – Nottamun Town
13. Stormcrow – Gargoyle
14. Doug Peters – Pact
15. While Angels Watch – Obsidian Blade
16. Xenis Emputae Travelling Band – John Barleycorn (His Life, Death And Resurrection)
17. Martyn Bates – The Resurrection Apprentice

Part 3
01. Magpiety – The Rolling Of The Stones 2:06
02. The Story – All Hallow’s Eve 5:07
03. Telling The Bees – Wood 4:44
04. David A Jaycock – Bonny Jaycock Turner 2:45
05. Yealand Redmayne – Oh My Boy, My Bonny Boy 3:49
06. Charlotte Greig & Johan Asherton – The Bold Fisherman 4:37
07. Steve Tyler – Tierceron 4:02
08. The Wendigo – The Wendigo 6:32
09. The Owl Service – Wake The Vaulted Echo (Tigon Mix) 4:52
10. Far Black Furlong – East Room 5 3:35
11. Xenis Emputae Travelling Band – Brightening Dew 3:14
12. Sedayne – Corvus Monedula 4:06
13. The Straw Bear Band – Bear Ghost (Master) 5:08
14. Novemthree – Scythe To The Grass 2:33
15. Paul Newman – Lavondyss 4:59
16. James Reid – Kingfisher Blue 5:18
17. JefvTaon – (Digging The) Midnight Silver 4:24
18. Wooden Spoon – Children’s Soul 1:49
19. Big Eyes Family Players – A Dream Of Fires 3:20
20. Sundog – Kilpeck June 2007 4:16
21. Clive Powell – Ca The Horse, Me Marra 11:14
22. Mac Henderson – Jack In The Green 2:41
23. Cunnan – Seven Sleeps, Seven Sorrows 11:59
24. Orchis – The Silkie 3:46
25. Twelve Thousand Days – Thistles 5:31
26. Novemthree – Harvest Dance 2:33


Causalidade, Complexidade Significativa e Cognição Materializada


O título desse livro traz mais uma vez o problema da tradução de 'embodied'. Em meus trabalhos de tradução, diversas palavras já chegaram a constituir um problema (que deve ser resolvido, preferivelmente em definitivo, em uma só tentativa): o que os autores que utilizam a tal palavra querem dizer com aquilo? Um exemplo é 'hardwired', em neurociência. Pensei que 'neurofilamentado' poderia ser a solução, mas além de ser uma palavra horrenda, não resolve o assunto. Resultado: ficou mesmo 'neurointegrado', e o contexto fornece as indefectíveis nuances. 'Embodied cognition', além de ser um truismo para quem não tem veleidades metafísicas ou transcendentais, é um caveat: toda cognição vem do real, do material, e nesse domínio se movimenta, necessitando de um substrato corporal para se desenvolver. Vou adotar, a partir de agora, 'cognição materializada' (até uma futura alternativa possível).


With respect to the possible outlining of new models of the process of knowledge construction, we are really faced, at the moment, with the appearance of a new frontier: a frontier that appears strictly linked to the emergence of a conceptual revolution at the level of the analysis of that peculiar entanglement of complexity, information, causality, meaning, emergence, teleology and intentionality that characterizes the unfolding of the "natural forms" of human cognition. To recognize some of the peculiar knots of this particular conceptual revolution precisely constitutes the first target of the volume.


Cognitive activity is rooted in Reality, but at the same time represents the necessary means whereby Reality can embody itself in an objective way: i.e., in accordance with an in-depth nesting process and a surface unfolding of operational meaning. In this sense, the objectivity of Reality is also proportionate to the autonomy reached by cognitive processes. Within this conceptual framework, reference procedures thus appear as related to the modalities providing the successful constitution of the channel, of the actual link, in particular, established at the neural level between operations of vision and thought. Such procedures ensure not a simple "regimentation" or an adequate replica, but, on the contrary, the real constitution of a cognitive autonomy in accordance with the truth. A method thus emerges which is simultaneously project, telos and regulating activity: a code that becomes process, positing itself as the foundation of a constantly renewed synthesis between function and meaning. In this sense, at the level of cultural evolution, reference procedures act as guide, mirror and canalisation with respect to primary information flows and involved selective forces. They also constitute a precise support for the operations which "imprison" meaning and "inscribe" the "file" considered as an autonomous categorial (and generating) system. In this way, they offer themselves as the actual instruments for the constant renewal of the code, for the invention and the actual articulation of an ever-new incompressibility.

Causality, Meaningful Complexity and Embodied Cognition
A. Carsetti

Correlações entre estruturas cerebrais e funções cognitivas complexas


Cognitive electrophysiology is a very well established field utilizing new technologies such as bioelectric events-related potentials (ERP) and magnetic (ERF) recordings to pursue the investigation of mind and brain. Current research focuses on reviewing ERP/ERF findings in the areas of attention, language, memory, visual and auditory perceptual processing, emotions, development, and neuropsychological clinical damages. The goal of such research is basically to provide correlations between the structures of the brain and their complex cognitive functions.This book reviews the latest findings in the areas of attention, language, memory, visual and auditory perception, and brain damage research based primarily on research conducted using ERP recordings. Beyond just compiling the knowledge gained from ongoing research, the authors also identify outstanding problems in the field and predict future developments.
Key Features
* Provides an original post-cognitive theoretical approach to the investigation of the human mind and brain
* Presents integrated view of the emotional and cognitive features as well as of developmental features of neurocognitive systems
* Well-illustrated with elegant and original artwork that clarifies complex theoretical and methodological points throughout the text

The Cognitive Electrophysiology of Mind and Brain
Alberto Zani & Alice Proverbio (Editors)

Introdução a Potenciais Evocados - ERPs

1. Event-related brain potentials: an introduction
Michael G. H. Coles & Michael D. Rugg

Coles, Michael G.H.; Michael D. Rugg (1996). "Event-related brain potentials: an introduction". In Electrophysiology of Mind. Oxford Scholarship Online Monographs. pp. 1–27. (Link ativo para o texto).

Um livro já 'velhinho' mas que explica muito bem as coisas básicas da área. Veja os dois primeiros parágrafos:

Este livro trata da interseção de duas áreas de pesquisa: potenciais evocados (ERPs) e psicologia cognitiva. Em particular, estaremos considerando o que foi aprendido e o que poderia ser aprendido sobre a função cognitiva humana através da medição da atividade elétrica do cérebro por meio de eletrodos colocados no couro cabeludo. No primeiro capítulo nós nos concentramos na metodologia da pesquisa de ERP e no problema de como isolar os componentes do ERP, ao passo que no cap. 2 revisamos questões que surgem ao se fazer inferências sobre a cognição a partir dos ERPs.

Nós iniciamos tratando de como um sinal de ERP é obtido, e como tal sinal é analisado. Também investigamos a questão da definição de um componente e fornecemos uma breve revisão de alguns dos componentes mais conhecidos. Esta última revisão pretende fornecer um contexto histórico para a pesquisa do ERP cognitivo, e o capítuloo como um todo deve dar ao leitor esclarecimentos sobre o vocabulário do pesquisador de ERP e o 'anedotário' do eletrofisiologista cognitivo.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Uma Música

Dan Reeder - A Whiter Shade of Pale



http://cubikmusik.typepad.com/cubikmusik/files/16_a_whiter_shade_of_pale.mp3

Ressonância estocástica modula sincronização neural

The noisy brain
Janet Kwasniak - December 23, 2010

Muitos supõem, hoje, que a sincronização neural é o método de comunicação de redes de neurônios envolvidos em percepção, cognição e ação. Em um estudo recente, Ward e outros (citação abaixo) investigaram a importância da ressonância estocática (SR - stochastic resonance) nessa sincronia. Então, o que é esta coisa conhecida como ressonância estocática?

Eventualmente v. acaba topando com a ressonância estocática, seja qual for a ciência com a qual estiver envolvido, da geologia à física quântica. A matemática não é fácil, mas a idéia básica é simples, pelo menos simples em sua forma mais simples. Suponha que v. tem uma superfície com duas depressões, e uma área elevada entre elas. Uma bola pode rolar para lá e para cá em uma depressão ou na outra, mas não tem como sair da depressão uma vez nela. Este é um estado bi-estável - dois estados estáveis com um estado instável entre eles. Chamemos a área elevada de limite (threshold). Agora, suponha que a intervalos regulares algo empurre a bola na direção da outra depressão, mas um empurrão que não é forte o bastante para que a bola ultrapasse a barreira. Você pode visualizar esse empurrão como um magneto em um pêndulo que balança de sua posição diretamente acima de uma depressão para uma posição diretamente acima da outra depressão, para lá e para cá. Suponha que a bola é de ferro. Chame esse empurrão de sinal periódico de empuxo (forcing). Ele pode influenciar o movimento da bola, mas não o suficiente para que ela ultrapasse a barreira. Agora vamos supor que agitemos a coisa toda de modo que a bola tenha um movimento aleatório bastante amplo. Mas esse movimento aleatório raramente é o suficiente para fazer com que a bola atravesse a barreira. Este é o componente aleatório ou estocático; vamos chamá-lo de ruído. Adicione a quantidade certa de ruído ao sinal e presto! O sinal, somado ao ruído, quase sempre permite que a bola atravesse a barreira. Assim, um sinal fraco demais para ser eficiente é incrementado pela adição de ruído.

Comumente nós achamos que o ruído enfraquece um sinal, mas nesse caso este é fortalecido. Muito pouco ruído não funciona, e ruído demais também não. O pequeno empuxo extra do sinal perde significância quando é mergulhado em ruído pesado. A SR só funciona em uma faixa estreita de potência de ruído, que depende da natureza do (sistema) bi-estável e do sinal. Esta é uma maneira simples, até mesmo simplista, de se ver a ressonância magnética.

Diz a Wikipedia:
"A ressonância estocástica (SR) é um fenômeno que ocorre em um sistema de medição de limite (threshold) (por exemplo, um instrumento ou dispositivo feito pelo homem; uma célula, um órgão ou um organismo natural) quando uma medida apropriada de transferência de informação (razão de sinal-ruído, informações mútuas, coerência, d, etc.) é maximizada na presença de um nível diferente de zero de ruído de input estocástico, baixando assim o limite de resposta; o sistema ressoa em um nível particular de ruído"

Muitos também supõem, com base em diversos experimentos, que a ressonância estocática é parte do meio ambiente dos neurônios do cérebro, e um ingrediente do processamento neural de informações. Mas de que maneira funciona a SR? De onde vem o ruído? O que é o sinal trazido até um limite? O que é o limite? Para onde vai o sinal, e o que faz? Ward e seus colegas pesquisadores estudam o que a SR tem a ver com sincronia.

Aqui está o abstract:

A sincronização neural é um mecanismo através do qual regiões cerebrais funcionalmente específicas estabelecem redes transitórias para percepção, cognição e ação. A adição direta de ruído fraco (flutuações rápidas e aleatórias) a diversos sistemas neurais incrementa a sincronização através do mecanismo de ressonância estocástica (SR). Além disso, a SR também ocorre na percepção, cognição e ação humanas. A percepção, a cognição e a ação estão estreitament correlacionadas com, e podem depender de, oscilações sincronizadas no interior de redes cerebrais especializadas. Nós testamos a hipótese de que a sincronização neural mediada pela SR ocorre no interior de, e entre, áreas cerebrais funcionalmente relevantes, e assim poderia ser responsável pela SR comportamental. Nós medimos a reação transitória de 40 Hz do córtex auditivo humano para breves notas puras. Esta reação surge quando a atividade corrente, de 40 Hz e de fase aleatória, de um grupo de neurônios sintonizados do córtex auditivo se torna sincronizada como reação ao estabelecimento de um som acima do limite como sua frequência 'preferida'. (...) Assim, a sincronização tanto intra- como inter-regional da atividade neural é facilitada pela adição de quantidades moderadas de ruído aleatório. Como os níveis de ruído no cérebro flutuam com a atividade sistêmica de despertar, particularmente entre ciclos de dormir-acordar, níveis de ruído neural ótimos, e assim a SR, poderiam estar envolvidos na otimização da formação de redes cerebrais relevante para tarefas em diversas escalas, sob condições normais.

A pesquisa deles parece indicar que a ressonância estocástica está contribuindo para o estabelecimento de sincronia em áreas sensoriais locais e também entre áreas do cérebro. Como a sincronia disseminada é um dos marcos do processo consciente, deveríamos observar cuidadosamente essa área de pesquisa. (...)

Ward, L., MacLean, S., & Kirschner, A. (2010). Stochastic Resonance Modulates Neural Synchronization within and between Cortical Sources
PLoS ONE, 5 (12) DOI: 10.1371/journal.pone.0014371 (link ativo para o artigo de Ward et al.)

O Multiverso Antrópico Holográfico


Com um nome assim, esse livro tem que ser legal. Vejamos.

Every hundred years or so, a unique groundbreaking Copernican class volume arises unexpectedly. From ashes long thought cold of Einstein's static universe model, for the first time technically viable alternative interpretations to all pillars of Big Bang cosmology are presented in the context of a profound new continuous-state cosmological paradigm able to elucidate many contemporary problems plaguing the standard model of particle physics. The cosmology provides an alternative derivation of the string/brane tension formalism derived from large-scale additional dimensions that leads to a putative unique background-independent string vacuum without requiring the Higgs mechanism or SUSY superpartners. Breakthroughs presented, arising from the broad spectrum of explanatory power, include an empirical protocol for violation of the quantum uncertainty principle that provides a viable model for the implementation of universal bulk quantum computing. Other developments naturally arising from utility of the new regime include a design for constructing de Broglie-type matter-wave projectile defense shields with far-reaching consequences.


Demise of the Big Bang -- A Philosophical Conundrum
Extending the Standard Model: Towards the Ultimate Evolution of String Theory
Fundamental Parameters for a Continuous-State Holographic Anthropic Multiverse
An Alternative Derivation of String Tension Determining a Unique Background Independent String Vacuum
Formalizing the Ultimate Geometry of Reality: Dimensionality, Awareness and Arrow of Time Integration of Gravity & Electromagnetism in Terms of a Dirac Polarized Vacuum Redshift/CMBR as Intrinsic Blackbody Cavity-QED Absorption/Emission Equilibrium Dynamics
Implications of Multidimensional Geometries and Measurement
Probability 1: An Empirical Protocol for Surmounting Quantum Uncertainty
On the Possibility of Relativistic Shock-Wave Effects in Observations of Quasar Luminosity
The Bulk Implementation of Universal Scalable Quantum Computing
Practical Matter-Wave Antiballistic Defense Shield Technologies
Is a Different Search Protocol Required for Success in SETI Research?

The Holographic Anthropic Multiverse: Formalizing the Complex Geometry of Reality
Richard L. Amoroso, Elizabeth A. Rauscher
World Scientific Publishing Company 2009 512 pages PDF 7,5 MB
http://uploading.com/files/6833f2dd/9812839305Multiverse.rar/

Tomografando Sintaxe e Processamento Sintático

Neuroimaging of syntax and syntactic processing
Yosef Grodzinsky and Angela D Friederici
Current Opinion in Neurobiology 2006, 16:240–246

Abstract. Recentes resultados desafiam e refinam a visão prevalescente da maneira como a linguagem é representada no cérebro humano. O conhecimento sintático e os mecanismos de processamento que implementam a sintaxe em utilização são mapeados sobre tecido neural em experimentos que atrelam tanto os conceitossintáticos como as tecnologias de imagem ao estudo dos mecanismos cerebrais em populações saudáveis e sem dano. No quadro que surge, na sintaxe está neurologicamente segregada e suas partes componentes habitam diversos locais cerebrais distintos que se extendem para além dos tradicionais - as regiões de Broca e de Wernicke no hemisfério esquerdo. Em particular, o novo mapa cerebral para a sintaxe implica porções do hemisfério cerebral direito.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Algumas Músicas - Matt Bauer

Matt Bauer - Torn Green Velvet Eyes



http://pissyeller.org/MFT/11%20torn%20green%20velvet%20eyes%20%5bvrsn%5d.mp3

Matt Bauer - Don't Let Me Out



http://www.ravensingstheblues.com/mp3/Dont_Let_Me_Out.mp3

Matt Bauer - Florida Rain



http://slowcoustic.com/wp-content/uploads/2009/03/florida-rain.mp3

Matt Bauer - As She Came Out Of The Water



http://slowcoustic.com/wp-content/uploads/2009/03/as-she-came-out-of-the-water.mp3

Matt Bauer - Carve It Out



http://sound.hinah.com/hinahgift024/07-matt_bauer-carve_it_out.mp3

Matt Bauer - Willie Moore



http://sound.hinah.com/hinahgift013/matt_bauer-willie_moore.mp3

Matt Bauer - Are You The One?



http://sound.hinah.com/hinahgift024/04-matt_bauer-are_you_the_one.mp3

Matt Bauer - You Belong To Me



http://sound.hinah.com/hinahgift024/08-matt_bauer-you_belong_to_me.mp3

História do Conceito de Simetria


The concept of symmetry is inherent to modern science, and its evolution has a complex history that richly exemplifies the dynamics of scientific change. This study is based on primary sources, presented in context: the authors examine closely the trajectory of the concept in the mathematical and scientific disciplines as well as its trajectory in art and architecture. The principal goal is to demonstrate that, despite the variety of usages in many different domains, there is a conceptual unity underlying the invocation of symmetry in the period from antiquity to the 1790s which is distinct from the scientific usages of this term that first emerged in France at the end of the 18th century.

From Summetria to Symmetry: The Making of a Revolutionary Scientific Concept
Giora Hon & Bernard R. Goldstein

300 Canções Sagradas


O 'sagrado' não é minha praia, mas as canções são. Letra, melodia e acordes, como manda o figurino...

300 great songs of faith, arranged in fake book format. Includes: Amazing Grace * Are You Washed in the Blood? * At Calvary * Ave Maria * Blessed Assurance * Church in the Wildwood * Crown Him with Many Crowns * Deep River * Do Lord * Give Me That Old Time Religion * He Leadeth Me * His Eye Is on the Sparrow * Holy, Holy, Holy * In the Garden * In the Sweet By and By * Jesus Loves Me * Just a Closer Walk with Thee * Just As I Am * Oh Happy Day * The Old Rugged Cross * Onward Christian Soldiers * Simple Gifts * Solid Rock * Wayfaring Stranger * Were You There * Will the Circle Be Unbroken * and hundreds more!

300 Sacred Songs
Creative Concepts English 2001 ISBN-10: 0634030833 184 pages PDF 22 MB

Distinguindo entre sistemas da memória através de operações de processamento

A model for memory systems based on processing modes rather than consciousness
(Um modelo de sistemas de memória baseado em modos de processamento, não na consciência)
Katharina Henke
http://psychology.stanford.edu/~jlm/pdfs/HenkeNRNpaper.pdf
Nature Reviews Neuroscience July 2010

Abstract. Modelos importantes da memória humana de longo prazo distinguem entre sistemas de memória com base em se a aprendizagem e a recuperação ocorrem consciente ou inconscientemente. A formação da memória episódica requer a rápida codificação de associações entre diferentes aspectos de um evento que, de acordo com esses modelos, depende do hipocampo e da consciência. Entretanto, evidências recentes indicam que o hipocampo media a aprendizagem associativa rápida com e sem consciência em humanos e animais, para uma retenção de curto e longo prazos. A consciência parece ser um critério insuficiente para diferenciar entre os tipos declarativo (ou explícito) e não-declarativo (ou implícito) de memória. Assim, um novo modelo é necessário, no qual os sistemas de memória se distingam com base nas operações de processamento envolvidas, mais do que com base na consciência.

Outro disco muito bom


Zachary Aasman - Mountain Bluebird 2010
mp3 76.3 MB
Folk/Americana/AltRock

Do site Musicalcoma:
Hailing from the small town of Millgrove, Ontario, Zachary Aasman has always had a passion for music. With too much time on his hands, and priorities in all the wrong places, life has often come second to his music, enough to convince others of what he is passionate about.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Algumas Músicas

White Pines - Woods



http://www.yerbird.com/storage/mp3s/03%20Woods.mp3

Graças ao excelente Slowcustic:

Benjamin Francis Leftwich - Rebellion (Arcade Fire Cover)



http://slowcoustic.com/wp-content/uploads/2010/12/Rebellion-Arcade-Fire-Cover.mp3

Conrad Plymouth - Metamora



http://slowcoustic.com/wp-content/uploads/2010/12/01-Metamora.mp3

The Savings and Loan - Swallows



http://slowcoustic.com/wp-content/uploads/2010/12/Swallows.mp3

Deer Tick - Twenty Miles



http://slowcoustic.com/wp-content/uploads/2010/12/20-Miles.mp3

Elephant Micah - Loon Call



http://slowcoustic.com/wp-content/uploads/2010/12/Loon-Call.mp3

White Pines - Woods



http://slowcoustic.com/wp-content/uploads/2010/12/Woods.mp3

J. Tillman - Three Sisters



http://slowcoustic.com/wp-content/uploads/2010/12/Three-Sisters.mp3

Strand of Oaks - Bonfire



http://slowcoustic.com/wp-content/uploads/2010/12/Bonfire.mp3

Cognição: top-down vs. bottom-up

Bom artigo, esclarecedor. Vou traduzir umas partes mais básicas, deixando o link para que o leitor interessado obtenha mais informações.

Top-down vs bottom-up approaches to cognition: Griffiths vs McClelland
by Sean Roberts, in A Replicated Typo 2.0 - December 23, 2010

Há uma batalha prestes a começar. Uma batalha no mundo da modelagem cognitiva. Ou pelo menos uma escaramuça. Dois artigos a serem publicados na Trends in Cognitive Sciences debatem os méritos de abordar a cognição a partir de lados diferentes do microscópio.

No lado da modelagem probabilística, temos Thom Griffiths, Nick Chater, Charles Kemp, Amy Perfors e Joshua Tenenbaum. Representando (talvez não-simbolicamente) as abordagens emergentistas estão James McClelland, Matthew Botvinick, David Noelle, David Plaut, Timothy Rogers, Mark Seidenberg e Linda B. Smith. Nessa disputa não faltam pesos-pesados.

A questão principal é definir que abordagem é mais produtiva para se explicar os fenômenos da cognição. Os níveis de explicação de David Marr incluem "a caracterização 'computacional' do problema, uma descrição 'algorítmica' do problema e uma explicação 'implementadora' centrada em como a tarefa é verdadeiramente implementada por cérebros reais. A (modelagem) probabilística estruturada adota uma abordagem 'top-down', enquanto o Emergentismo (adota) uma abordagem 'bottom-up'.

Abordagem estruturada
A abordagem probabilística estruturada argumenta que está mais bem aparelhada para responder perguntas como: Quanto de informação se necessita para resolver um problema? Que representações são necessárias e quais são as limitações com referência à aprendizagem? Abordagens qualitativamente diferentes podem ser aplicadas a diferentes domínios e inferências.

Usar hierarquias de estrutura significa que o modelo pode ser influenciado por informações de nível superior. Por exemplo, se v. acredita que os golfinhos são peixes, mas escuta alguém dizer "Eles podem parecer peixes, mas são mamíferos", v. pode mudar de idéia imediatamente. A equipe probabilística argumenta que os modelos conexionistas não podem incorporar informações de nível superior assim tão facilmente, e não podem 'mudar de idéia' com base em poucos dados. Também argumenta que as abordagens estruturadas podem separar as partes de um problema cognitivo; por exemplo, aprender a estrutura e a potência de (um fenômeno de) causa e efeito. Os modelos conexionistas combinam esses dois aspectos, e frequentemente é difícil interpretar como um modelo conexionista está resolvendo um problema.

Abordagem emergentista
O campo emergentista faz três contra-afirmativas. Primeiro, eles dão ênfase igual aos três níveis de explicação - computacional, algorítmico e implementacional. Segundo, a abordagem 'top-down' está elaborando, ou está em risco de elaborar, uma teoria a partir de representações e estruturas imprecisas. Ao invés de fazer afirmativas sobre como a cognição é estruturada, os emergentistas argumentam que se deve deixar que a estrutura surja a partir dos dados. Eles notam que o cérebro pode não estar resolvendo os problemas de maneira ótima, como supõe a abordagem estruturada.

Finalmente, os emergentistas argumentam que a abordagem estruturada não pode dar conta dos elementos do desenvolvimento. As crianças apresentam curvas de aprendizagem e mudanças de comportamento que podem ser apreendidas por um processo emergente mas não por um modelo que aborda o problema otimamente.

Talvez seja melhor ir logo à fonte da disputa:

Griffiths, T., Chater, N., Kemp, C., Perfors, A., & Tenenbaum, J. (2010) Probabilistic models of cognition: exploring representations and inductive biases. Trends in Cognitive Sciences, 14(8), 357-364. DOI: 10.1016/j.tics.2010.05.004
Também aqui:
http://www.psychology.adelaide.edu.au/personalpages/staff/amyperfors/papers/griffithsetal10tics-probabilisticmodelsofcognition.pdf

McClelland, J., Botvinick, M., Noelle, D., Plaut, D., Rogers, T., Seidenberg, M., & Smith, L. (2010) Letting structure emerge: connectionist and dynamical systems approaches to cognition. Trends in Cognitive Sciences, 14(8), 348-356. DOI: 10.1016/j.tics.2010.06.002
Também aqui:
http://www.cnbc.cmu.edu/~plaut/papers/pdf/McClellandETAL10TICS.approachesCogMod.pdf

Um disco muito bom de Dylan Sneed


Review from the Dallas Observer:
Recorded in a rundown, remote cabin in South Carolina with a ragtag collection of capable sidemen, Texodus is Americana the old-fashioned way: It’s folk and country that sacrifices polish for heart and honesty. Over the course of its dozen cuts, Texodus plays out as a narrative about escaping the corporate rat race and discovering America by embracing the folks in the ditches. “City lights in back of me, distant as eternity” sings Sneed on the opening title cut, introducing the listener to the upcoming narrative.
Not really living anywhere since, Sneed has crisscrossed the country playing with just about anyone in just about any venue. During this jaunt, Sneed has written a bevy of songs, some of which have found their way onto Texodus, Sneed’s debut full-length effort.

On his 2007 EP, No Worse For The Wear, Sneed came across as a likeable, sensitive type who may have listened to a few too many Cat Stevens records. On Texodus, Sneed’s scope and vision are much broader. Drawing inspiration as much from the actual terrain of the country as from any musical influence, Sneed has created an autobiographical song cycle that joyfully reeks of miles spent on the road, looking for answers. And he’s even found a few.

Dylan Sneed - Texodus 2010
mp3 61 MB
Folk/Americana/AltRock
http://www.mediafire.com/?mr7dda1r2q31i65

Os poemas de John Donne


John Donne's poems are some of the most challenging and stimulating in the English literary heritage. One of the Renaissance's most human voices, his reputation as a poet has grown steadily since his death in 1631, fueled by poets like Coleridge, Browning, and T.S. Eliot. This book looks at the entire range of his poetic output, from the erotic to the divine, from satires to sonnets. Through detailed analysis of a large number of individual poems, most reproduced complete, Donne's intellectual vitality and unique poetic voice is entertainingly explored.

John Donne: The Poems
Joe Nutt

As 20 piores músicas de 2010

A revista (online) Village Voice divulgou anteontem sua lista das 20 músicas mais horrendas de 2010, e nenhuma delas foi postada aqui. A matéria começa com uma crítica ferina e arrasadora de Hey, Soul Sister, do Train. Uma frase 'caridosa' dessa crítica:

From Smash Mouth, Train picked up an earworm that burrowed into society's asshole, laid 4.7 million iTunes eggs, and gave birth to a grey cloud of banality that covers the Earth.

(Da banda de finais da década de 1990, Smash Mouth, Train escolheu um parasita auditivo que entrou pelo reto da sociedade, descarregou 4,7 milhões de ovinhos do iTunes e deu à luz uma nuvem cinzenta de banalidade que cobre a Terra).

A revista já vinha analisando essas músicas, uma por uma, há algum tempo, como se pode ver no site linkado acima.

The 20 Worst Songs of 2010:
20. Far East Movement featuring Ryan Tedder, "Rocketeer"
19. Ringo Starr featuring Joss Stone, "Who's Your Daddy?"
18. Godsmack, "Cryin' Like A Bitch!!"
17. Trade Martin, "We've Got To Stop The Mosque At Ground Zero"
16. Lil Wayne, "Paradice"
15. Susan Boyle, "Hallelujah"
14. Liz Phair, "Bollywood"
13. Christina Aguilera, "The Beautiful People (From Burlesque)"
12. Jackyl Featuring DMC, "Just Like A Negro"
11. NeverShoutNever, "cheatercheaterbestfriendeater"
10. Die Antwoord, "Orinoco Ninja Flow (Wedding DJ's Remix)"
9. Santana featuring Scott Stapp, "Fortunate Son"
8. Ludacris featuring Nicki Minaj, "My Chick Bad"
7. Aaron Lewis featuring George Jones, Charlie Daniels, and Chris Young, "Country Boy"
6. Salem, "Trap Door"
5. Artists for Haiti, "We Are The World 25 For Haiti"
4. Tom Petty & The Heartbreakers, "Don't Pull Me Over"
3. Cast of Glee, "Loser"
2. Bret Michaels, "What I Got"
1. Train, "Hey, Soul Sister"

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Algumas Músicas - Spiritualized

Spiritualized - Sweet Talk



http://nigelwarren.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/03/spiritualized-sweet-talk.mp3

Spiritualized - Death Take Your Fiddle



http://tapasntapas.com/wp-content/uploads/2008/12/Spiritualized-Death_Take_Your_Fiddle.mp3

Spiritualized - Don't Hold Me Close



http://wakingupto.files.wordpress.com/2008/08/12-dont-hold-me-close.mp3

Spiritualized - Sitting On Fire



http://transmissionentertainment.com/_media/AudioVideo/content_item/audio/3411/07-sitting-on-fire.mp3

Spiritualized - Shine a Light



http://spiritualized.com/audio/bootlegs/mp31/02%20Shine%20a%20Light%20(Unreleased%20Mix).mp3

Spiritualized - Borrowed Your Gun



http://lostinyourinbox.com/resources/music/spiritualized_%20Borrowed%20Your%20Gun.mp3

Spiritualized - Cool Waves



http://syncretist.org/wp-content/uploads/2010/04/11-Cool-Waves.mp3

Graaande ZZ Top!


ZZ Top - The Best Blues & Ballads - 2004
Genre: Rock MP3 CBR 320 Kbps 195 Mb Covers 1:20:09
Tracklist:
1. Live Intro By Ross Mitchell
2. 36-22-36
3. Blue Jean Blues
4. 2000 Blues
5. A Fool Your Stockings
6. Apologies To Pearly
7. Brown Sugar
8. Old Man
9. Cover Your Rig
10. Just Got Back From Baby's
11. I Need You Tonight
12. She Loves My Automobile
13. My Head's In Mississippi
14. La Grange
15. Hi Fi Mama
16. Low Down In The Street
17. Hot Blue And Righteous
18. Vincent Price Blues
19. (Let Me Be Your) Teddybear
20. Breakaway
21. Heaven, Hell Or Houston

http://www.fileserve.com/file/pNdxfPS

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Algumas Músicas - Ryan Bingham

Ryan Bingham - Southside Of Heaven



http://thelookback.com/noise/20080606/07 - Southside Of Heaven.mp3

Ryan Bingham - The Highway



http://zuraart.com/thehighway.mp3

Ryan Bingham - I Don't Know



http://soundscountry.com/files/know.mp3

Ryan Bingham - Sunshine



http://www.strangerdance.com/wp-content/uploads/2009/08/ryan_bingham_sunshine.mp3

Ryan Bingham - Dylan's Hard Rain



http://www.binghammusic.com/assets/mp3/02 Dylan's Hard Rain.mp3

Gleiser - Nossa existência é inevitável?

From Quarks To Mind: Is Our Existence Inevitable?
by Marcelo Gleiser
December 15, 2010

Olhe para as suas mãos. Nelas v. tem átomos que pertenceram a estrelas mortas há mais de cinco bilhões de anos. Essas estrelas, maiores do que o nosso Sol, forjaram boa prte da química da vida durante seus últimos momentos, antes de explodirem transformando-se em supernovas gigantes. Elas forjaram elementos químicos que se disseminam através do meio interestelar, reunindo-se aqui e ali em nuvens de hidrogênio que gravitavam em torno de si mesmas. Ocasionalmente essas nuvens tornaram-se instáveis com relação à sua própria gravidade e se contrairam. Essas nébulas condensadas deram surgimento às estrelas e aos planetas que as orbitam, trilhões de ambos apenas em nossa Via Láctea. Em pelo menos um desses planetas os elementos (químicos) se combinaram de maneiras incrivelmente complexas para criar organismos vivos. E dessas miríades de seres, um deles desenvolveu a mente, a capacidade de elaborar pensamentos complexos e de imaginar sobre suas origens.

Em sentido verdadeiramente real, nós somos pó estelar auto-consciente.

Espantosamente, tudo o que as estrelas tinham para começar era hidrogênio e gravidade. À medida que a gravidade comprimia o gás hidrogênio sob enormes pressões, o hidrogênio se fundia em hélio, subindo os primeiros degraus da escada química. Durante a maior parte de suas vidas as estrelas mantiveram esse processo de fusão em funcionamento. Quando começou a falta hidrogênio em seus núcleos, elas passaram a fundir hélio em carbono, e depois oxigênio e nitrogênio, e assim por diante até o urânio. É o que as estrelas fazem, elas elaboram elementos químicos.

Segundo a visão científica moderna, nós somos o que ocorre quando são dados alguns bilhões de anos ao hidrogênio e à gravidade.

Existem muitas lacunas a serem preenchidas nessa narrativa cósmica, e isto é o que torna a ciência emocionante. À medida que avançamos, aprendemos mais sobre o universo e nosso lugar nele. Talvez uma das questões mais controversas que surge dessa discussão seja acerca de nossa inevitabilidade. Será nossa existência uma consequência inevitável das leis da Natureza? Ou somos um acidente, e o cosmos poderia existir igualmente bem sem nós?

A posição científica 'dura' responderia que tudo o que podemos fazer é explicar o que medimos. Não há propósito ou plano, apenas o que acontece. E o que medimos conta uma história que começa pelo menos com os quarks (as partículas que formam os prótons e os neutrons), os elétrons e a radiação, finalizando alguns bilhões de anos mais tarde com a vida e os seres humanos. À medida que passamos do universo inicial habitado por quarks em um milionésimo de segundo após o Big Bang até o cosmos repleto de estrelas atual, não se discute que a matéria tenha ficado mais 'complexa', no sentido de que surgiram estruturas mais complicadas com a passagem do tempo. Não acho que ninguém em sã consciência discutiria que um cosmos habitado por uma sopa de partículas elementares é menos complexo do que outro habitado por estrelas, planetas e pessoas. Desse modo, vemos uma conexão entre a seta do tempo e o aumento de complexidade do mundo natural. Por que?

Antes de nos aventurarmos nessa estrada, devemos fazer uma pausa de um segundo e contemplar a beleza dessa realização. Nós humanos passamos a compreender, pelo menos em parte, este grande épico da criação, de suas origens até os dias de hoje. E aquilo que aprendemos fala de nossa profunda conexão com o cosmos, não só porque vivemos nele, mas porque somos feitos dele. Se somos partes de matéria estelar - como é qualquer outro agregado de matéria que existe no espaço - somos um com o cosmos: estamos no cosmos e ele está em nós.

Quem duvidar que a ciência seja uma empreitada profundamente espiritual deveria refletir sobre isso. As próprias reunião e teorização de dados concretos, que é uma das marcas registradas da ciência e que forma a maior parte das atividades diárias de um cientista, são parte da empreitada. Alguns podem parar por aí e não olhar à sua volta, e está tudo bem. Mas se v. der um passo atrás e levantar a cabeça, a verdade torna-se óbvia para quem quiser ver: a ciência responde à mesma necessidade espiritual de significado que nos tem acompanhado desde a aurora da humanidade.

Assim, se voltarmos à nossa existência e indagarmos se somos inevitáveis, o que podemos dizer? Sim, existe um óbvio aumento de complexidade quando se passa dos quarks à mente. E sim, poderia existir por aí um princípio oculto explicando porque isso ocorre. Mas poderia ter sido de outro modo, poderia o universo, particularmente a vida na Terra, se desenvolver sem que existíssemos? Pelo que sabemos até agora, a resposta honesta é sim. Se observarmos pelo menos a maneira como a vida se desenvolveu aqui, veremos a contingência desempenhando um grande papel: modifique este ou aquele evento cósmico e a vida teria se dado de outra maneira. Os dinossauros estiveram por aqui durante 150 milhões de anos, e estavam indo bem até que uma grande rocha caiu do céu e os matou. Antes dos dinossauros, durante os primeiros três bilhões de anos, a vida existia em sua maior parte sob a forma de bactérias. Assim, é difícil afirmar com confiança que exista um imperativo para que a vida inteligente complexa exista no universo. (Ainda que muita gente faça isso). Por outro lado, mesmo se não acharmos que existe um imperativo com relação à nossa existência, estamos aqui, produtos de 13,7 bilhões de anos de evolução cósmica. E isso é um fato.

Como v. responde essa pergunta diz muito sobre quem v. é e sobre aquilo em que v. acredita. Se você acha que existe algum tipo de teleologia cósmica, um sentido de propósito que inevitavelmente leva à vida, v. está dizendo que somos inevitáveis. Se não, se v. disser que somos resultado de uma série de acidentes cósmicos, então v. acredita que não somos inevitáveis. Nós apenas acontecemos. Esta última posição é frequentemente acusada de ser niilista: se formos o resultado de acidentes, qual é o sentido de estar vivo?

Bem, como atualmente nos falta um princípio que explique nossa inevitabilidade, eu argumentaria que precisamente por sermos resultado de acidentes nós somos muito importantes. Não temos que ser resultados de um grande plano para termos um sentido de propósito. Indo além, eu afirmaria que nosso propósito vem de nossa raridade, do fato de que pelo menos até onde saibamos nós somos os únicos seres capazes de pensar sobre nossa própria existência. Assim, o ponto principal de sermos o resultado de um acidente e de estarmos vivos e sermos inteligentes é a celebrar e proteger aquilo que nos tornou possíveis: nosso universo e nosso planeta. Até encontrarmos um princío que explique nossa inevitabilidade cósmica, isto já me fornece o bastante para trabalhar.