sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Cognição: top-down vs. bottom-up

Bom artigo, esclarecedor. Vou traduzir umas partes mais básicas, deixando o link para que o leitor interessado obtenha mais informações.

Top-down vs bottom-up approaches to cognition: Griffiths vs McClelland
by Sean Roberts, in A Replicated Typo 2.0 - December 23, 2010

Há uma batalha prestes a começar. Uma batalha no mundo da modelagem cognitiva. Ou pelo menos uma escaramuça. Dois artigos a serem publicados na Trends in Cognitive Sciences debatem os méritos de abordar a cognição a partir de lados diferentes do microscópio.

No lado da modelagem probabilística, temos Thom Griffiths, Nick Chater, Charles Kemp, Amy Perfors e Joshua Tenenbaum. Representando (talvez não-simbolicamente) as abordagens emergentistas estão James McClelland, Matthew Botvinick, David Noelle, David Plaut, Timothy Rogers, Mark Seidenberg e Linda B. Smith. Nessa disputa não faltam pesos-pesados.

A questão principal é definir que abordagem é mais produtiva para se explicar os fenômenos da cognição. Os níveis de explicação de David Marr incluem "a caracterização 'computacional' do problema, uma descrição 'algorítmica' do problema e uma explicação 'implementadora' centrada em como a tarefa é verdadeiramente implementada por cérebros reais. A (modelagem) probabilística estruturada adota uma abordagem 'top-down', enquanto o Emergentismo (adota) uma abordagem 'bottom-up'.

Abordagem estruturada
A abordagem probabilística estruturada argumenta que está mais bem aparelhada para responder perguntas como: Quanto de informação se necessita para resolver um problema? Que representações são necessárias e quais são as limitações com referência à aprendizagem? Abordagens qualitativamente diferentes podem ser aplicadas a diferentes domínios e inferências.

Usar hierarquias de estrutura significa que o modelo pode ser influenciado por informações de nível superior. Por exemplo, se v. acredita que os golfinhos são peixes, mas escuta alguém dizer "Eles podem parecer peixes, mas são mamíferos", v. pode mudar de idéia imediatamente. A equipe probabilística argumenta que os modelos conexionistas não podem incorporar informações de nível superior assim tão facilmente, e não podem 'mudar de idéia' com base em poucos dados. Também argumenta que as abordagens estruturadas podem separar as partes de um problema cognitivo; por exemplo, aprender a estrutura e a potência de (um fenômeno de) causa e efeito. Os modelos conexionistas combinam esses dois aspectos, e frequentemente é difícil interpretar como um modelo conexionista está resolvendo um problema.

Abordagem emergentista
O campo emergentista faz três contra-afirmativas. Primeiro, eles dão ênfase igual aos três níveis de explicação - computacional, algorítmico e implementacional. Segundo, a abordagem 'top-down' está elaborando, ou está em risco de elaborar, uma teoria a partir de representações e estruturas imprecisas. Ao invés de fazer afirmativas sobre como a cognição é estruturada, os emergentistas argumentam que se deve deixar que a estrutura surja a partir dos dados. Eles notam que o cérebro pode não estar resolvendo os problemas de maneira ótima, como supõe a abordagem estruturada.

Finalmente, os emergentistas argumentam que a abordagem estruturada não pode dar conta dos elementos do desenvolvimento. As crianças apresentam curvas de aprendizagem e mudanças de comportamento que podem ser apreendidas por um processo emergente mas não por um modelo que aborda o problema otimamente.

Talvez seja melhor ir logo à fonte da disputa:

Griffiths, T., Chater, N., Kemp, C., Perfors, A., & Tenenbaum, J. (2010) Probabilistic models of cognition: exploring representations and inductive biases. Trends in Cognitive Sciences, 14(8), 357-364. DOI: 10.1016/j.tics.2010.05.004
Também aqui:
http://www.psychology.adelaide.edu.au/personalpages/staff/amyperfors/papers/griffithsetal10tics-probabilisticmodelsofcognition.pdf

McClelland, J., Botvinick, M., Noelle, D., Plaut, D., Rogers, T., Seidenberg, M., & Smith, L. (2010) Letting structure emerge: connectionist and dynamical systems approaches to cognition. Trends in Cognitive Sciences, 14(8), 348-356. DOI: 10.1016/j.tics.2010.06.002
Também aqui:
http://www.cnbc.cmu.edu/~plaut/papers/pdf/McClellandETAL10TICS.approachesCogMod.pdf

Um disco muito bom de Dylan Sneed


Review from the Dallas Observer:
Recorded in a rundown, remote cabin in South Carolina with a ragtag collection of capable sidemen, Texodus is Americana the old-fashioned way: It’s folk and country that sacrifices polish for heart and honesty. Over the course of its dozen cuts, Texodus plays out as a narrative about escaping the corporate rat race and discovering America by embracing the folks in the ditches. “City lights in back of me, distant as eternity” sings Sneed on the opening title cut, introducing the listener to the upcoming narrative.
Not really living anywhere since, Sneed has crisscrossed the country playing with just about anyone in just about any venue. During this jaunt, Sneed has written a bevy of songs, some of which have found their way onto Texodus, Sneed’s debut full-length effort.

On his 2007 EP, No Worse For The Wear, Sneed came across as a likeable, sensitive type who may have listened to a few too many Cat Stevens records. On Texodus, Sneed’s scope and vision are much broader. Drawing inspiration as much from the actual terrain of the country as from any musical influence, Sneed has created an autobiographical song cycle that joyfully reeks of miles spent on the road, looking for answers. And he’s even found a few.

Dylan Sneed - Texodus 2010
mp3 61 MB
Folk/Americana/AltRock
http://www.mediafire.com/?mr7dda1r2q31i65

Os poemas de John Donne


John Donne's poems are some of the most challenging and stimulating in the English literary heritage. One of the Renaissance's most human voices, his reputation as a poet has grown steadily since his death in 1631, fueled by poets like Coleridge, Browning, and T.S. Eliot. This book looks at the entire range of his poetic output, from the erotic to the divine, from satires to sonnets. Through detailed analysis of a large number of individual poems, most reproduced complete, Donne's intellectual vitality and unique poetic voice is entertainingly explored.

John Donne: The Poems
Joe Nutt

As 20 piores músicas de 2010

A revista (online) Village Voice divulgou anteontem sua lista das 20 músicas mais horrendas de 2010, e nenhuma delas foi postada aqui. A matéria começa com uma crítica ferina e arrasadora de Hey, Soul Sister, do Train. Uma frase 'caridosa' dessa crítica:

From Smash Mouth, Train picked up an earworm that burrowed into society's asshole, laid 4.7 million iTunes eggs, and gave birth to a grey cloud of banality that covers the Earth.

(Da banda de finais da década de 1990, Smash Mouth, Train escolheu um parasita auditivo que entrou pelo reto da sociedade, descarregou 4,7 milhões de ovinhos do iTunes e deu à luz uma nuvem cinzenta de banalidade que cobre a Terra).

A revista já vinha analisando essas músicas, uma por uma, há algum tempo, como se pode ver no site linkado acima.

The 20 Worst Songs of 2010:
20. Far East Movement featuring Ryan Tedder, "Rocketeer"
19. Ringo Starr featuring Joss Stone, "Who's Your Daddy?"
18. Godsmack, "Cryin' Like A Bitch!!"
17. Trade Martin, "We've Got To Stop The Mosque At Ground Zero"
16. Lil Wayne, "Paradice"
15. Susan Boyle, "Hallelujah"
14. Liz Phair, "Bollywood"
13. Christina Aguilera, "The Beautiful People (From Burlesque)"
12. Jackyl Featuring DMC, "Just Like A Negro"
11. NeverShoutNever, "cheatercheaterbestfriendeater"
10. Die Antwoord, "Orinoco Ninja Flow (Wedding DJ's Remix)"
9. Santana featuring Scott Stapp, "Fortunate Son"
8. Ludacris featuring Nicki Minaj, "My Chick Bad"
7. Aaron Lewis featuring George Jones, Charlie Daniels, and Chris Young, "Country Boy"
6. Salem, "Trap Door"
5. Artists for Haiti, "We Are The World 25 For Haiti"
4. Tom Petty & The Heartbreakers, "Don't Pull Me Over"
3. Cast of Glee, "Loser"
2. Bret Michaels, "What I Got"
1. Train, "Hey, Soul Sister"

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Algumas Músicas - Spiritualized

Spiritualized - Sweet Talk



http://nigelwarren.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/03/spiritualized-sweet-talk.mp3

Spiritualized - Death Take Your Fiddle



http://tapasntapas.com/wp-content/uploads/2008/12/Spiritualized-Death_Take_Your_Fiddle.mp3

Spiritualized - Don't Hold Me Close



http://wakingupto.files.wordpress.com/2008/08/12-dont-hold-me-close.mp3

Spiritualized - Sitting On Fire



http://transmissionentertainment.com/_media/AudioVideo/content_item/audio/3411/07-sitting-on-fire.mp3

Spiritualized - Shine a Light



http://spiritualized.com/audio/bootlegs/mp31/02%20Shine%20a%20Light%20(Unreleased%20Mix).mp3

Spiritualized - Borrowed Your Gun



http://lostinyourinbox.com/resources/music/spiritualized_%20Borrowed%20Your%20Gun.mp3

Spiritualized - Cool Waves



http://syncretist.org/wp-content/uploads/2010/04/11-Cool-Waves.mp3

Graaande ZZ Top!


ZZ Top - The Best Blues & Ballads - 2004
Genre: Rock MP3 CBR 320 Kbps 195 Mb Covers 1:20:09
Tracklist:
1. Live Intro By Ross Mitchell
2. 36-22-36
3. Blue Jean Blues
4. 2000 Blues
5. A Fool Your Stockings
6. Apologies To Pearly
7. Brown Sugar
8. Old Man
9. Cover Your Rig
10. Just Got Back From Baby's
11. I Need You Tonight
12. She Loves My Automobile
13. My Head's In Mississippi
14. La Grange
15. Hi Fi Mama
16. Low Down In The Street
17. Hot Blue And Righteous
18. Vincent Price Blues
19. (Let Me Be Your) Teddybear
20. Breakaway
21. Heaven, Hell Or Houston

http://www.fileserve.com/file/pNdxfPS