quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Algumas Músicas - Ryan Bingham

Ryan Bingham - Southside Of Heaven



http://thelookback.com/noise/20080606/07 - Southside Of Heaven.mp3

Ryan Bingham - The Highway



http://zuraart.com/thehighway.mp3

Ryan Bingham - I Don't Know



http://soundscountry.com/files/know.mp3

Ryan Bingham - Sunshine



http://www.strangerdance.com/wp-content/uploads/2009/08/ryan_bingham_sunshine.mp3

Ryan Bingham - Dylan's Hard Rain



http://www.binghammusic.com/assets/mp3/02 Dylan's Hard Rain.mp3

Gleiser - Nossa existência é inevitável?

From Quarks To Mind: Is Our Existence Inevitable?
by Marcelo Gleiser
December 15, 2010

Olhe para as suas mãos. Nelas v. tem átomos que pertenceram a estrelas mortas há mais de cinco bilhões de anos. Essas estrelas, maiores do que o nosso Sol, forjaram boa prte da química da vida durante seus últimos momentos, antes de explodirem transformando-se em supernovas gigantes. Elas forjaram elementos químicos que se disseminam através do meio interestelar, reunindo-se aqui e ali em nuvens de hidrogênio que gravitavam em torno de si mesmas. Ocasionalmente essas nuvens tornaram-se instáveis com relação à sua própria gravidade e se contrairam. Essas nébulas condensadas deram surgimento às estrelas e aos planetas que as orbitam, trilhões de ambos apenas em nossa Via Láctea. Em pelo menos um desses planetas os elementos (químicos) se combinaram de maneiras incrivelmente complexas para criar organismos vivos. E dessas miríades de seres, um deles desenvolveu a mente, a capacidade de elaborar pensamentos complexos e de imaginar sobre suas origens.

Em sentido verdadeiramente real, nós somos pó estelar auto-consciente.

Espantosamente, tudo o que as estrelas tinham para começar era hidrogênio e gravidade. À medida que a gravidade comprimia o gás hidrogênio sob enormes pressões, o hidrogênio se fundia em hélio, subindo os primeiros degraus da escada química. Durante a maior parte de suas vidas as estrelas mantiveram esse processo de fusão em funcionamento. Quando começou a falta hidrogênio em seus núcleos, elas passaram a fundir hélio em carbono, e depois oxigênio e nitrogênio, e assim por diante até o urânio. É o que as estrelas fazem, elas elaboram elementos químicos.

Segundo a visão científica moderna, nós somos o que ocorre quando são dados alguns bilhões de anos ao hidrogênio e à gravidade.

Existem muitas lacunas a serem preenchidas nessa narrativa cósmica, e isto é o que torna a ciência emocionante. À medida que avançamos, aprendemos mais sobre o universo e nosso lugar nele. Talvez uma das questões mais controversas que surge dessa discussão seja acerca de nossa inevitabilidade. Será nossa existência uma consequência inevitável das leis da Natureza? Ou somos um acidente, e o cosmos poderia existir igualmente bem sem nós?

A posição científica 'dura' responderia que tudo o que podemos fazer é explicar o que medimos. Não há propósito ou plano, apenas o que acontece. E o que medimos conta uma história que começa pelo menos com os quarks (as partículas que formam os prótons e os neutrons), os elétrons e a radiação, finalizando alguns bilhões de anos mais tarde com a vida e os seres humanos. À medida que passamos do universo inicial habitado por quarks em um milionésimo de segundo após o Big Bang até o cosmos repleto de estrelas atual, não se discute que a matéria tenha ficado mais 'complexa', no sentido de que surgiram estruturas mais complicadas com a passagem do tempo. Não acho que ninguém em sã consciência discutiria que um cosmos habitado por uma sopa de partículas elementares é menos complexo do que outro habitado por estrelas, planetas e pessoas. Desse modo, vemos uma conexão entre a seta do tempo e o aumento de complexidade do mundo natural. Por que?

Antes de nos aventurarmos nessa estrada, devemos fazer uma pausa de um segundo e contemplar a beleza dessa realização. Nós humanos passamos a compreender, pelo menos em parte, este grande épico da criação, de suas origens até os dias de hoje. E aquilo que aprendemos fala de nossa profunda conexão com o cosmos, não só porque vivemos nele, mas porque somos feitos dele. Se somos partes de matéria estelar - como é qualquer outro agregado de matéria que existe no espaço - somos um com o cosmos: estamos no cosmos e ele está em nós.

Quem duvidar que a ciência seja uma empreitada profundamente espiritual deveria refletir sobre isso. As próprias reunião e teorização de dados concretos, que é uma das marcas registradas da ciência e que forma a maior parte das atividades diárias de um cientista, são parte da empreitada. Alguns podem parar por aí e não olhar à sua volta, e está tudo bem. Mas se v. der um passo atrás e levantar a cabeça, a verdade torna-se óbvia para quem quiser ver: a ciência responde à mesma necessidade espiritual de significado que nos tem acompanhado desde a aurora da humanidade.

Assim, se voltarmos à nossa existência e indagarmos se somos inevitáveis, o que podemos dizer? Sim, existe um óbvio aumento de complexidade quando se passa dos quarks à mente. E sim, poderia existir por aí um princípio oculto explicando porque isso ocorre. Mas poderia ter sido de outro modo, poderia o universo, particularmente a vida na Terra, se desenvolver sem que existíssemos? Pelo que sabemos até agora, a resposta honesta é sim. Se observarmos pelo menos a maneira como a vida se desenvolveu aqui, veremos a contingência desempenhando um grande papel: modifique este ou aquele evento cósmico e a vida teria se dado de outra maneira. Os dinossauros estiveram por aqui durante 150 milhões de anos, e estavam indo bem até que uma grande rocha caiu do céu e os matou. Antes dos dinossauros, durante os primeiros três bilhões de anos, a vida existia em sua maior parte sob a forma de bactérias. Assim, é difícil afirmar com confiança que exista um imperativo para que a vida inteligente complexa exista no universo. (Ainda que muita gente faça isso). Por outro lado, mesmo se não acharmos que existe um imperativo com relação à nossa existência, estamos aqui, produtos de 13,7 bilhões de anos de evolução cósmica. E isso é um fato.

Como v. responde essa pergunta diz muito sobre quem v. é e sobre aquilo em que v. acredita. Se você acha que existe algum tipo de teleologia cósmica, um sentido de propósito que inevitavelmente leva à vida, v. está dizendo que somos inevitáveis. Se não, se v. disser que somos resultado de uma série de acidentes cósmicos, então v. acredita que não somos inevitáveis. Nós apenas acontecemos. Esta última posição é frequentemente acusada de ser niilista: se formos o resultado de acidentes, qual é o sentido de estar vivo?

Bem, como atualmente nos falta um princípio que explique nossa inevitabilidade, eu argumentaria que precisamente por sermos resultado de acidentes nós somos muito importantes. Não temos que ser resultados de um grande plano para termos um sentido de propósito. Indo além, eu afirmaria que nosso propósito vem de nossa raridade, do fato de que pelo menos até onde saibamos nós somos os únicos seres capazes de pensar sobre nossa própria existência. Assim, o ponto principal de sermos o resultado de um acidente e de estarmos vivos e sermos inteligentes é a celebrar e proteger aquilo que nos tornou possíveis: nosso universo e nosso planeta. Até encontrarmos um princío que explique nossa inevitabilidade cósmica, isto já me fornece o bastante para trabalhar.

Estruturas subcorticais e cognição


Clinical psychologists and neuropsychologists are traditionally taught that cognition is mediated by the cortex and that subcortical brain regions mediate the coordination of movement. However, this argument can easily be challenged based upon the anatomic organization of the brain. The relationship between the prefrontal cortex/frontal lobes and basal ganglia is characterized by loops from these anterior brain regions to the striatum, the globus pallidus, and the thalamus, and then back to the frontal cortex. There is also a cerebrocerebellar system defined by projections from the cerebral cortex to the pontine nuclei, to the cerebellar cortex and deep cerebellar nuclei, to the red nucleus and then back to thalamus and cerebral cortex, including all regions of the frontal lobes. Therefore, both the cortical-striatal and cortical-cerebellar projections are anatomically defined as re-entrant systems that are obviously in a position to influence not only motor behavior, but also cognition and affect. This represents overwhelming evidence based upon neuroanatomy alone that subcortical regions play a role in cognition. The first half of this book defines the functional neuroanatomy of cortical-subcortical circuitries and establishes that since structure is related to function, what the basal ganglia and cerebellum do for movement they also do for cognition and emotion.The second half of the book examines neuropsychological assessment. Patients with lesions restricted to the cerebellum and/or basal ganglia have been described as exhibiting a variety of cognitive deficits on neuropsychological tests. Numerous investigations have demonstrated that higher-level cognitive functions such as attention, executive functioning, language, visuospatial processing, and learning and memory are affected by subcortical pathologies. There is also considerable evidence that the basal ganglia and cerebellum play a critical role in the regulation of affect and emotion. These brain regions are an integral part of the brain’s executive system. The ability to apply new methodologies clinically is essential in the evaluation of disorders with subcortical pathology, including various developmental disorders (broadly defined to include learning disorders and certain psychiatric conditions), for the purpose of gaining greater understanding of these conditions and developing appropriate methodologies for treatment.The book is organized around three sources of evidence:neuroanatomical connections;patients with various disease processes;experimental studies, including various imaging techniques.These three sources of data present compelling evidence that the basal ganglia and cerebellum are involved in cognition, affect, and emotion. The question is no longer if these subcortical regions are involved in these processes, but instead, how they are involved. The book is also organized around two basic concepts: (1) the functional neuroanatomy of the basal ganglia and the cerebellum; and (2) how this relates to behavior and neuropsychological testing.Cognitive neuroscience is entering a new era as we recognize the roles of subcortical structures in the modulation of cognition. The fields of neuropsychology, cognitive psychology, neuropsychiatry, and neurology are all developing in the direction of understanding the roles of subcortical structures in behavior. This book is informative while defining the need and direction for new paradigms and methodologies for neuropsychological assessment.

Subcortical Structures and Cognition: Implications for Neuropsychological Assessment
Leonard F. Koziol & Deborah Ely Budding

English and Mandarin speakers think about time differently

Do English and Mandarin speakers think about time differently?
Lera Boroditsky, Orly Fuhrman, Kelly McCormick 2010

http://psychology.stanford.edu/~lera/papers/mandarin-time-2010.pdf

Abstract. O tempo é um domínio fundamental da experiência. Nesse estudo nós indagamos se aspectos da língua e da cultura afetam como as pessoas pensam sobre esse domínio. Especificamente, consideramos se os falantes do inglês e do mandarim pensam diferentemente sobre o tempo. Revisamos todas as evidências disponíveis contra e a favor dessa hipótese, e comunicamos novos dados que sustentam e refinam ainda mais esta revisão. Os resultados demonstram que os falantes do inglês e do mandarim falam diferentemente sobre o tempo. Como se predisse através de padrões linguísticos, os falantes do mandarim têm mais inclinação do que os falantes do inglês para pensar sobre o tempo verticalmente (com pontos temporais iniciais em posição superior e pontos temporais posteriores em posição inferior).

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Algumas Músicas

Neva Dinova - The Champion



http://www.chimehosting.com/gct/nevadinova/private/file_xfer/media/04TheChampion.mp3

Joey Ryan - No One Else Like You



http://fuelfriendsmp3.com/listenup/Joey Ryan - Bella/No One Else Like You.mp3

Matthew Ryan - Jane, I Still Feel the Same



http://slowcoustic.com/wp-content/uploads/2009/11/Jane-I-Still-Feel-the-Same-Daytrotter-Session.mp3

Matthew Ryan - I'm An American



http://slowcoustic.com/wp-content/uploads/2009/04/im-an-american.mp3

Electric Light Orchestra - Telephone Line



http://8106.tv/blog/audio/clasico/telephoneline.mp3

Electric Light Orchestra - Livin' Thing


http://www.taller54.com/ltg.mp3

O cérebro viaja no tempo

The Time Travelling Brain
Tuesday, 14 December 2010
Traduzido do excelente blog Neuroskeptic

Qual é a diferença entre andar na rua ontem e andar na rua amanhã? Não tem nada a ver com 'andar', ou com a 'rua': é a mesma coisa. 'Quando' parece ser algo externo ao que, como e onde da situação. Mas isso cria um problema para os neurocientistas.

Nós achamos que sabemos como o cérebro armazena o conceito de 'andar na rua' (ou de 'andar' e de 'rua'). Em termos gerais, considera-se que impressões sensoriais simples são reunidas em combinações cada vez mais complexas, e isso ocorre à medida que nos afastamos do córtex visual primário (V1) do cérebro, indo para o chamado fluxo visual ventral.

Na área V1 as células geralmente não reagem a nada mais complexo do que às posições e orientações de linhas retas: / ou \ ou _ , etc. Ao passo que quando chega-se ao lobo temporal, na ponta do fluxo, temos células que reagem à Jennifer Aniston. Nesse intervalo estão coleções progressivamente mais complexas de características.

Ainda que os detalhes possam estar errados, o fato de que objetos complexos sejam compostos de partes mais simples e ultimanente de sensações puras significa que nossa capacidade de processar cenas complexas não parece ser muito misteriosa, dado que temos sentidos.

Mas o fato de que podemos tomar qualquer cena dada e facilmente pensar nela como sendo 'passado', 'presente' ou 'futuro' é curioso com base nesse ponto de vista porque, como eu disse, a própria cena é a mesma em todos os casos. E não é como se tivéssemos um sentido devotado ao tempo: o único tempo do qual estamos diretamente cônscios é o 'agora mesmo'.

Os neurocientistas suecos Nyberg et al. utilizaram fMRI para medir a atividade cerebral associada à 'viagem mental no tempo': a consciência do tempo subjetivo no cérebro. Eles tomografaram voluntários e lhes pediram que imaginassem estar endando entre dois pontos em quatro situações diferentes: passado, presente, futuro, ou lembrado (em oposiçãoa imaginado no passado). Esta curta caminhada tinha que ser alguma que eles já tivessem realmente feito muitas vezes.

O que aconteceu?

Em comparação com uma tarefa controle de fazer aritmética mental, lembrar e imaginar a caminhada ativou diversas áreas cerebrais e houve uma forte sobreposição das duas condições. Nenhuma surpresa grande nesse ponto.O contraste importante foi entre lembrar, imaginar no passado e imaginar no futuro, vs. imaginar no presente. Isto revelou uma bolotinha bem simpática:

(veja a figura no artigo original)

Esta pepita no córtex parietal esquerdo representa uma área na qual o cérebro está mais ativo quando pensa sobre épocas diferentes do presente, com relação a algo sobre a mesma coisa, mas agora mesmo. Eles notam que essa área "se sobrepõe parcialmente a uma região angular esquerda que demonstravelmente é recrutada tanto no pensamento do passado como do futuro, e com regiões parietais implicadas na auto-projeção para o tempo passado, presente e futuro"

E daí? Este é um estudo legal, mas como a maior parte das fMRIs ele não nos diz o que essa área está realmente fazendo. Para saber isso nós precisaríamos saber o que ocorreria com alguém se essa área fosse danificada. Seriam incapazes de imaginar qualquer tempo exceto o presente? Achariam que suas memórias estavam acontecendo agora mesmo? Talvez se pudesse utilizar a rTMS para desativá-la temporariamente - se fossem encontrados voluntários dispostos a perder seu senso de tempo por um período...

Nyberg L, Kim AS, Habib R, Levine B, & Tulving E (2010). Consciousness of subjective time in the brain. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America PMID: 21135219